29 de jun. de 2008



Alvirrubros em 1967: Pouca fé


O Náutico pelo qual eu torço não tem medo.

Não se acovarda diante de um Palmeiras.

Não se apequena diante do destino.

Vai lá e vence. Ponto final.

O Náutico que eu conheço não é um réu suplicante na prancha pirata.

Principalmente porque prancha pirata não existe em futebol.

Hoje, contra o Palmeiras, o Náutico reviveu vícios e fobias ancestrais.

Dignas de Freud.

Um treinador que escalou um time covarde. Um time que já entrou perdendo de 4 x 0.

E perdeu de 2.

O triste é entrar paranóico, abatido, derrotado.

O Náutico quando joga assim, é apenas um Vovozinhas da vida.

Uma pálida imagem de um time na noite paulistana.

Um exército de espectros vagando perdidos no limbo do futebol.

Esse Náutico não precisa de torcida. Precisa de um analista pra tratar seu complexo de indigente...

Porque mesmo o time das Vovozinhas respeitava seus netos.

Segundo Rousseau:

"Se há escravos por natureza, é porque os há contra a natureza; a força formou os primeiros, e a covardia os perpetuou."

O Náutico de hoje se fez escravo. Por conta própria atrelou-se ao pelourinho

PS: Em vez de Curió, o Sport precisa de uma mãe de santo. Ou, de uma mão do santo, tanto faz...



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