10 de jun de 2017



Por ROBERTO VIEIRA

Parecia comédia chapliniana.
Ou circense.
Pênaltis se multiplicando pelo Guaíba.
Um, dois, três, mil.
Claro que não existe limite na regra.
O jogo pode ter o número de pênaltis que o árbitro desejar.
Kelvin Morton marcou cinco pênaltis em 27 minutos.
Isso num jogo do Crystal Palace.
Palermo errou três pênaltis num mesmo jogo – contra a Colômbia.
Dez anos depois repetiu a façanha – num treino.
Mas existe aquele mandamento não escrito nas peladas e no jogo pra valer.
O árbitro pensa duas vezes pra marcar o segundo penal.
Três vezes pra anotar um terceiro.
E nunca marca quatro pênaltis contra uma mesma equipe.
Nunca.
Paulo Roberto Alves Júnior desmentiu a lenda.
Numa partida das mil e uma noites.
Ele assinalou quatro penalidades máximas.
Expulsou dois atletas do Náutico.
E entrou para a história do futebol nacional.

Transformando a noite colorada numa noite tetralegal!


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