22 de abr de 2017



Por ROBERTO VIEIRA

O domingo 23 de abril será um dia diferente para o futebol pernambucano.

O Clássico dos Clássicos centenário pode ser o último.

Pelo menos para um dos clubes.

O Sport Club do Recife pode perder a vaga na final do estadual.

Vida que segue.

Dinheiro no bolso.

O ego sai abalado e as piadinhas chegam na segunda-feira.

Mas nada que abale os alicerces da Ilha.

Já o Náutico joga sua existência de 116 anos.

Exagero?

Talvez sim, provavelmente não.

O Náutico está eliminado do Nordestão e Copa do Brasil.

Os funcionários ensaiam uma pequena rebelião quanto aos salários atrasados.

Jogadores idem.

O clube negociou a cota de torcedores do Sport na Arena.

Para pagar salários atrasados e honrar o Profut.

Ainda mais.

Alvirrubros de posições políticas divergentes transformaram o clube em praça de guerra.

E que eu saiba... guerra civil só leva a destruição.

Caso bata o Sport na semifinal.

O Náutico respira e continua sua saga dos últimos 50 anos.

Um tênue equilíbrio entre esperança, paixão e falência.

Náutico que chegará forte nas finais.

Náutico que chegará forte na Série B.

Caso contrário?

A segunda-feira chegará amarga e negra nos Aflitos.

Dinheiro?

Cada vez mais difícil.

Portanto, alvirrubros que vão optar por ficar em casa neste domingo.

O domingo 23 de abril será um dia diferente para o futebol pernambucano.

O Clássico dos Clássicos centenário pode ser o último.

Pelo menos para um dos clubes.

O Náutico que entra em campo deve entender este desafio com letras garrafais.

O NÁUTICO PRECISA VENCER OU VENCER!

E é necessário que alguém explique isso direitinho.

Para os atletas, os torcedores.

E para os senhores dirigentes.


116 anos de história estarão sendo jogados em 90 minutos de futebol. 


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