29 de dez de 2016





Por ROBERTO VIEIRA


1971.

O mês é setembro, véspera do sete de setembro pra ser mais exato.

O projeto seria inacreditável.

Porém, era um tempo de exceção.

O arquiteto Oscar Niemeyer ganha manchete.

Ele é mentor de uma obra do realismo fantástico.

Niemeyer que sempre foi homem de esquerda, adepto do Stalinismo.

Niemeyer bolava o projeto.

Mas quem toca a bola pra frente em  Pernambuco eram  Waldecy Pinto, Renato Torres e Antônio Didier.

Um estádio coberto para 140 mil pessoas.

Um estádio a ser erguido pelo Sport Club do Recife.

Três mil pessoas comparecem ao lançamento da maquete.

A firma HB - Hoffmann Bosworth Engenharia Ltda assume a responsabilidade pra tornar maquete realidade.

O Coronel Ivan Ruy, presidente do Sport, discursa anunciando a aquisição de vinte e nove hectares da Ilha Joana Bezerra, vizinha da Ilha do Retiro.

Seguindo o ritmo do Brasil Grande.

As obras absorveriam as vinte e quatro horas do dia.

E como homenagem final?

O nome da praça de esportes será Emílio Garrastazu Médici.

O mais belo estádio do mundo.

Tempo que passa.

O plano ficou na terraplanagem.

A maquete virou pó.

E Niemeyer se foi sem nem lembrar do projeto – será que sabia?.

Niemeyer que se prepara para abrir seu escritório em Paris.


Lá nos Campos Elísios - longe dos campos de futebol.




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