14 de dez de 2016



YOKOAMA X HUNGRIA, 1968

1968.

O mundo está chateado com Yoko Ono.

O mundo da música.

Porque o mundo do futebol acha engraçado outro Yoko.

Yokoyama.

Arqueiro do Japão nas Olimpíadas do México.

A campanha japonesa é impressionante.

Desclassificam o Brasil na Fase de grupos.

Eliminam a França nas Quartas por 3 x 1.

E Yokoyama vai dormir sonhando em derrubar a Hungria.

Mas foi apenas um sonho.

A Hungria atuava com seus pseudo amadores.

Hungria que fizera uma bela Copa de 66.

O tal sonho de Yokoyama durou exatos 30 minutos.

Até Lajos Szucs abrir o escore.

O 1 x 0 do intervalo enganava a platéia.

Porque a Hungria só parou de fazer gols quando chegou nos 5 x 0.

Sob o olhar do árbitro brasileiro Romualdo Arpi Filho.

Alma despedaçada.

O Japão reuniu forças para a disputa da medalha de bronze.

O México achou que eram tacos contados.

Mas Kamamoto marcou duas vezes fazendo um discreto Astecazzo!

Cento e cinco mil mexicanos chorando nos pés do sol nascente.

Até hoje.

Esta havia sido a grande conquista do quase centenário futebol nipônico.

Era.

Porque agora!

O Real é o limite do sonho!

Quem viver?

Verá!








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