21 de mar de 2016



Por ROBERTO VIEIRA

Formalmente, o futebol brasileiro é profissional desde 1933.
Antes a grana rolava no futebol, mas era tudo por debaixo do pano.
Amadorismo pra inglês ver.
Como o futebol era das multidões.
Como os uruguaios e argentinos carregavam nossos craques.
Como até Jaguaré foi jogar no Barcelona.
Criou-se o Brasil Futebol Clube.
Oitenta e poucos anos depois...
O Botafogo jogou para 996 pagantes em Xerém.
Central x Salgueiro rendeu 3 mil reais no estadual pernambucano.
Os antigos campeões América-MG e Portuguesa?
Possuem média inferior a 3 mil torcedores em 2016.
Semelhante à média do certame gaúcho.
O Guarani, campeão brasileiro de 1978?
Arrecadou 80 mil por mês este ano.
O campeonato capixaba tem média de 5 mil pratas por jogo.
A Copa do Nordeste tão badalada?
Média de ingressos de 12 reais.
Os catarinenses?
Cobram 14.
A tal da Libertadores?
Uns dezessete dólares em média por ingresso.
O tal Brasil Futebol Clube é amador.
E fim de papo.
Amador nos dirigentes.
Amador nas transmissões esportivas.
Amador nas Federações e Confederações.
Amador dentro e fora do campo.
A imensa maioria dos atletas ganha uma miséria.
As Arenas geralmente são construídas com o xodó do Estado-Mãe.
Os perdões das dívidas estatais são aguardadas como Dia de São José.
Profissionais só mesmo cartolas, empresários e 2% dos jogadores.
O que talvez explique tudo.
E não resolva nada...


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