2 de dez. de 2015



Ah, o bom e velho cinema.

O escurinho do cinema da infância e adolescência.

O corpo e a mente precisando de um presente e um descanso.

Lá fui eu com a amada - sou do tempo em que se amava - para o cinema.

Ela eterna apaixonada por Chico Buarque.

Eu meio que desconfiado.

O cinema era lindo.

A Sala Bradesco do Riomar foi feita para sonhar.

Cinema e amada maravilhosos, restava o filme.

E eis que o filme é simplesmente belo como é bela toda a obra de Chico Buarque.

Um passeio comandado por Miguel Faria Jr pelo que de mais belo teve a MPB.

Um (re) descobrimento necessário do herdeiro de Tom e Vinícius.

Tom e Vinícius que surgem no filme modestos, humildes.

Como apenas modestos sabem ser os gênios.

Chico?

Ressurge em toda a suntuosidade de artista e ser humano.

E Miguel Faria Jr. foge habilmente do labirinto de questões da política atual que turvariam o belo.

Nas palavras de Chico, resta o homem que lutou pela liberdade.

Homem que descobriu juntamente com todos nós que a democracia é maravilhosa.

Porém, as canções são muito mais.

O filme é sensacional e emociona.

A sala de cinema com seu escurinho nos fazem voltar a nós mesmos.

Por fim?

Por fim e no começo de tudo está o sorriso da mulher amada ao final da sessão.

Pois somos todos corpo, mente e também o velho e sempre querido coração...


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