Li lá se vão uns 30 anos. Parecia inverossímil em vários aspectos.
Primeiro por falar naquela palavra esquisita: IMPEACHMENT. Um troço que quase acontecera no século XIX nos EUA com o presidente Andrew Johnson, sucessor de Lincoln, que escapou do processo por um mísero voto.
Segundo? O autor colocava um afro-descendente na Casa Branca. Um presidente não eleito pelo voto popular, mas cujo cargo chegara a suas mãos pela linha de sucessão após morte do presidente e vice-presidentes americanos. Imaginar Obama na Casa Branca ainda era ficção. Só quem fizera isso havia sido Monteiro Lobato em um livro racista dos anos 30 que Emília e Narizinho decidiram esquecer.
Terceiro? Porque logo após minha leitura, no curto prazo destes 30 anos, Collor e Dilma foram para as raias do IMPEACHMENT, assim como Clinton nos EUA.
O escritor Irwing Wallace deu uma de craque. Sacou uma história que não é lá uma obra-prima, porém com requintes proféticos. A leitura é agradável muito mais pelos meandros do sistema político americano e da sua constituição do que pela qualidade da escrita.
Qual o final da história? Como termina o impeachment do personagem Douglass Dilman? Como Johnson? Como Collor?
E por que Nixon não sofreu IMPEACHMENT? Nixon que nem é levado em conta nesse livro de 1964, pois sua carreira política parecia arruinada após a derrota para Kennedy?
Ora bolas! Basta dar uma lida...

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