30 de nov. de 2015




Antes de mais nada, o Estádio de São Januário é um ícone.

Juntamente com as Laranjeiras foi palco maior do futebol brasileiro.

Eu e qualquer cara que ama o futebol curte São Januário.

Dito isso.

São Januário parou no tempo.

Mais ou menos em 1949.

Como os Aflitos, o Canindé, a Ilha do Retiro e o Arrudão.

Não possui mais condições de receber grandes jogos.

O espetáculo de ontem frente ao dilúvio carioca é claro e cruel.

Vestiários inundados.

Pessoas andando no meio da água suja - parece que não tem leptospirose no Rio.

Em 1996?

Foram 1700 casos notificados com 51 mortes.

E de lá pra cá nada mudou.

Os jogadores?

Atravessaram a torcida no muque.

Sob o entusiasmo dos comentaristas globais - inacreditável!

Fosse em outro rincão?

Gritariam que estávamos de volta na pré história.

Com certeza os comentaristas também amam São Januário.

E por amar o velho estádio eles o defendem com unhas e caninos.

Mas as gestões temerárias mirandizaram e dinamitaram o colosso da colina.

O Vasco da Gama vive no cai não cai.

Vasco que é imenso.

Tão imenso quanto seu velho e querido estádio.

Mas não custa lembrar de um certo ano de 2000.

Um certo jogo entre Vasco e São Caetano.

Quinze anos depois?

Nada mudou.




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