Por CARLOS NUNES
Ao caro (pseudo) colega Alexandre Padilha:
Eu desafio o sr, como o grande defensor do programa mais
médicos que siga o seu caminho, mais natural agora que está desempregado, de ir
trabalhar em uma prefeitura do interior do Brasil. No programa que o senhor mesmo
ajudou a criar!
Já que segundo o PT nós médicos somos todos sem coração e
mercenários? Que tal dar o exemplo?
Ir para uma prefeitura onde não se tem condições de
trabalho, ver pacientes morrer na sua mão.
Ser processado por erro médico (quando na verdade não havia
a mínima estrutura).
Ficar em dúvida se entra na ambulância para transferir o
paciente (e abandona o plantão - o que é crime) ou se fica com paciente
esperando ele morrer fingindo que está fazendo algo.
Ficar refém do prefeito local e ter que atender quantos
pacientes ele quiser como se fosse seu empregado. Receber bilhete de vereadores
para priorizar este ou aquele paciente (amigos, parentes e correligionários).
Fazer o papel de ouvidor geral do caos na saúde como se a
culpa fosse sua (sim o médico é o cara do telemarketing que houve todas as
reclamações como se tivesse culpa).
Mudar radicalmente seu projeto de vida e ganhar por mês uma
bolsa de estudo (mesmo sendo formado) sem nenhum direito trabalhista, 13o,
férias, FGTS, etc. E que pode ser demitido a qualquer minuto ao sabor das mudanças
na conjuntura política.
Acho que o sr. será mais útil lá que em outro lugar e ainda
ajuda nosso país a enviar menos dinheiro para ditadura cubana. Melhor um médico
ruim como o sr. (consenso entre os que conhecem a sua competência técnica) do
que um político péssimo.
E a população coitada ? Nosso povo é tão sofrido, que se o
senhor for atencioso mesmo fazendo a coisa errada talvez eles gostem de você.
E se seu filho e ou alguém da sua família passar mal por lá
fica tranquilo que alguém treinado na melhor medicina do mundo segundo o senhor estará lá pronto para atendê-lo.
Dr. Caio Nunes
Departamento de Radiologia
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

O futebol, queiram ou não, assim como a política, é uma luta de classes.
ResponderExcluirO povo do Náutico, time de torcida pequena e elitista, defendem e votam no tucano Aécio, aprendiz do guru FHC.
O pessoal do Sport, clube popular e metido a rico, vota no abastado PSDB.
A massa tricolor, humilde e oprimida pelas elites, vota no grupo do ex-torneiro mecânico, aquele que quando bebê dormia numa caixa de sapato, que lhe servia de berço.
De um lado, portanto, estão o Santinha e os companheiros Lula, Dilma, Rui Falcão...
Do outro lado estão Náutico, alguns do Sport, Aécio, FHC, Marina Silva, Serra, Marco Maciel (não é tricolor, nunca fez nada pelo Santa e por Pernambuco), Roriz, Arruda...
Pobres vs. Ricos... Pobreza vs. Elites...
É piada esse papo que Lula é timbu. Lula jamais, em tempo algum, disse ser Náutico. Repete, sim, em alto e bom som, pra quem quiser ouvir, que é corintiano, é gavião, não gambá (timbu).
No final, como aprendemos nos tempos de criança, o bem sempre vence o mal, derrotaremos novamente as elites desse país.
Salve Antonio Luiz Filho, Mendoncinha e Fernando Bezerra Coelho !
ResponderExcluirUma lição de Sociologia Política. A mais lídima expressão do maniqueísmo simplista com que o populismo perverso submete e explora a ingenuidade, a boa fé e as carências (especialmente a educacional) dos indigentes sociais.
ResponderExcluirBiu Coral, você viajou na maionese, como diria Lula.
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