Por ROBERTO VIEIRA
O futebol começou violento.
Porrada pura.
A Copa da Itália em 1934 foi assassina.
Itália x Espanha, carnificina.
Quatro anos depois, foi a vez de Brasil x Tchecoslováquia.
Planicka com fratura e agarrando.
Vida que segue.
Puskas e Liebrich.
Pelé, Vicente e Morais.
Schumacher e Battiston.
Lentamente, a FIFA foi domesticando facínoras.
Cartões amarelos e vermelhos.
Faltas por trás.
Carrinhos mortais.
O futebol deixou Gentile de lado.
Podemos assistir Messis e Neymares.
Até que um espírito de porco na casa de Blatter.
Decidiu que porrada se resolve com papo.
Que o espetáculo é mais importante que o sangue dos atores.
Como se grandes
artistas pudessem escapar da sanha dos pernas de pau.
E tome porrada em Messi.
Tome porrada em Robben.
Tome cacete em Hazzard.
Hoje?
Neymar fraturou uma vértebra lombar.
Está fora da Copa.
E a Copa dos gols e da festa.
Vira também a Copa no Coliseu...
E o monstro é Suárez,que não tirou ninguém da copa...
ResponderExcluirSó nos resta a pergunta:Cadê o Amarildo?
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