4 de jul. de 2014






Por ROBERTO VIEIRA


O futebol começou violento.

Porrada pura.

A Copa da Itália em 1934 foi assassina.

Itália x Espanha, carnificina.

Quatro anos depois, foi a vez de Brasil x Tchecoslováquia.

Planicka com fratura e agarrando.

Vida que segue.

Puskas e Liebrich.

Pelé, Vicente e Morais.

Schumacher e Battiston.

Lentamente, a FIFA foi domesticando facínoras.

Cartões amarelos e vermelhos.

Faltas por trás.

Carrinhos mortais.

O futebol deixou Gentile de lado.

Podemos assistir Messis e Neymares.

Até que um espírito de porco na casa de Blatter.

Decidiu que porrada se resolve com papo.

Que o espetáculo é mais importante que o sangue dos atores.

Como se  grandes artistas pudessem escapar da sanha dos pernas de pau.

E tome porrada em Messi.

Tome porrada em Robben.

Tome cacete em Hazzard.

Hoje?

Neymar fraturou uma vértebra lombar.

Está fora da Copa.

E a Copa dos gols e da festa.

Vira também a Copa no Coliseu...


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