19 de mai. de 2013





Por ROBERTO VIEIRA   


O prefeito de São Paulo.
Era pernambucano com sobrenome Silva.
Pouco afeito a futebol.
Mas com título de Barão de Duprat.
Urbano Caldeira já estava lá.
Marcado pelo Policce.
Urbano que era zagueiro e nesse dia foi center forward.
22 de junho de 1913 seria apenas domingo.
Não fosse dia do primeiro Santos x Corinthians.
Os praianos estavam cansados.
Obrigados a viajar para a capital em cada jogo.
O Santos havia levado uma cipoada do Germânia.
Culpa do arqueiro francês, proclamou o Urbano.
Botaram pra fora o Fauvel – esse era o nome do tal arqueiro francês.
E entrou o Durval.
Durval que continuou levando gol.
Mas segurou o ataque corintiano naquele domingo.
Bem.
Segurou é modo de dizer.
O trio final do Corinthians deixou sua marca.
Nunes, Fabbi e Peres não eram Pato.
Mas se não havia Neymar, Pelé e Coutinho.
Lá estava o Millon.
O Santos voltou pra casa comemorando a goleada de 6 x 3.
O título paulista era ficção.
Mas naquele domingo tudo foi festa.
O Partido Municipal abraçou o Cesário Bastos e todos foram felizes.
Até o próximo Clássico Alvinegro... 


Um comentário:

  1. No Blog do Torcedor há a informação que Armando Ribeiro entregou o cargo de Diretor de Futebol do Náutico. Que com ele leve as bisonhas contrataçoes que fez!

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