22 de abr. de 2013








Celso Muniz nasceu americano.

12 de abril.

Aniversário do América Futebol Clube. 

Filho de José Bernardo Araújo, presidente e torcedor ferrenho do Centro Limoeirense.

Celso pertence a uma família de craques.

Oito dos seus irmãos jogaram pela equipe da Princesa do Capibaribe. 

Celso preferiu defender as cores esmeraldinas.

Treinando no juvenil do América sob o comando do antigo técnico e jogador Astrogildo Néri.

Crescendo nas peladas de rua do bairro de Areias onde morava quando criança,Celso foi despertado na paixão pelo grêmio da Estrada do Arraial através da amizade com os filhos do vizinho de seu pai, o escritor Sócrates Times de Carvalho. 

Ali, no barra a barra disputado quando voltava da escola, o América era sempre a das equipes dos sonhos da criançada.


Celso cresceu e aprendeu a frequentar o América. 

Corria o ano de 1968 e Thomas Edison era o presidente da agremiação desde 1965. 

Certa noite, Celso foi convidado para reunião na casa do comerciante Zé Lobo. 

Acompanhado do amigo Adílson Castelo Branco, Celso chega ao encontro marcado sem saber do convite que o aguarda. Ao entrar, uma pista: a foto gigante do time do América, campeão de 1944, envolta na bandeira do Campeão do Centenário. 

Naquela noite, um grupo de eminentes americanos, entre eles o antigo vizinho, Sócrates Times de Carvalho, além de Lula Cabral, Adalberto Veras e Fernando Tasso de Souza lançou o convite: queremos você presidente do América!


Celso Muniz ficou emocionado, mas a tarefa era árdua: pediu vinte e quatro horas para pensar no assunto. Eram tempos de intenso trabalho sob o comando do governador Nilo Coelho, tempos em que decidira cursar a Faculdade de Direito – sonho antigo tornado realidade. 

Como conciliar tantos afazeres com a paixão americana?


O coração falou mais alto. 

Celso convocou José Ramos de Almeida, o famoso 'Zezé' do Café Beberibe para seu candidato a vice-presidência. A eleição ganhou a mídia como das mais acirradas disputas já ocorridas no futebol pernambucano. 

Abertas as urnas, Celso Muniz tornou-se presidente do América pela diferença de apenas um voto.

O seu vice, José Ramos empatou com Laudo Soares, candidato da situação. Pelos estatutos do clube, José Ramos assumiu o cargo pois, no critério de desempate, tinha mais idade que o adversário.

A posse foi um momento histórico na vida do América. Thomas Edison transmitiu o cargo, entregando as chaves do clube e a medalha de mérito do Recife que havia recebido em nome da agremiação esmeraldina.

No seu discurso de posse no dia 17 de janeiro de 1969, o novo presidente mencionou Benjamin Gonçalves, Augusto Gomes, Valfrido Moura, Irineu de Pontes Vieira, Sócrates Times de Carvalho, Mauro Branco, a família Moreira, Bravo, Guerra e Loio. Afirmou que a batalha eleitoral se encerrava naquele instante, conclamando a união entre todos aqueles que amavam o América.

Sob o comando de Celso Muniz, o América foi campeão pernambucano de aspirantes, batendo o Náutico de Bita na última partida por 1x0.





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