Por ROBERTO VIEIRA
Foram 26 anos de surras monumentais.
Teve até 9-0.
A Espanha fazia o que queria com o vizinho ibérico.
Portugal alimentando o desejo de vingança.
Estádio Nacional de Lisboa lotado.
A Fúria é o poderoso Atlético de Bilbao.
Bilbao que alinha sete jogadores entre os titulares.
A Espanha escolhe o lado do campo.
A favor do vento.
Com um minuto de partida?
Rafael Iriondo Aurtenechea abre o marcador.
Para tristeza da nação lusitana.
Um direto no queixo logo no primeiro round.
Quando todos imaginam a repetição do infortúnio.
Surgem dois jogadores espetaculares.
Dois homens que mudam a história.
Antonio de Araújo.
Avante do Futebol Clube do Porto.
Empata aos 15 minutos da etapa inicial.
Zarra observa Banón buscar a bola nas redes.
Golo!
E o miúra espanhol começa a ir por água abaixo quando Araújo coloca Portugal na frente.
Aos 32 minutos.
A Espanha reage.
Peyroteo, alma da esquadra portuguesa está bem marcado.
Mas inteligentemente abre espaços para José Antonio Barreto Travassos.
Travassos, o mítico avante do Sporting.
Travassos que acerta um petardo de 25 metros.
Portugal 3-1.
Delírio no estádio.
Delírio no Tejo.
Resta meia hora de jogo.
Será?
Amália Rodrigues aperta suas mãos nervosas na Tribuna.
Portugal toca a bola.
A bola chega novamente aos pés de Travassos.
Portugal 4-1.
A casa portuguesa acredita por fim.
Dois minutos depois.
O árbitro britânico Wiltshire encerra o baile.
A Espanha lambe suas feridas.
Portugal?
Descobriu que podia jogar futebol...
Já Travassos segue em frente.
O primeiro português a atuar por uma seleção européia.
Pá!


Amigos, só temos 1 vizinho... a Espanha.
ResponderExcluirem 2000 anos eles não nos derrotaram... não será nestes 90' que nos vencerão.
dá-lhe Quinas.
1 abraço.
Quero ver se hoje este tal de Cristiano Ronaldo vai honrar as calças que veste...
ResponderExcluir