27 de jun. de 2012







Por ROBERTO VIEIRA



Fevereiro de 1935.

Os jornais anunciam Rio-São Paulo em oito horas.

Milagre automotriz da Central do Brasil.

Os bancários ameaçam greve geral nos delírios pré-intentona.

O Boca Juniors está entre nós.

Campeão argentino de 1934.

A viagem é presente oferecido pelos seus dirigentes.

Era o Boca dos atacantes Zatelli, Cáceres, Varallo, Cherro e Cusatti.

O Boca dos gols centenários.

O último adversário do Boca em terras tupiniquins?

Corinthians.

No Parque São Jorge.

A CBD queria mais.

Era a CBD quem patrocinava a excursão de Boca e River Plate.

Que tal o combinado Boca Juniors/River Plate contra a seleção brasileira?

O Boca desconversa.

Os jogadores anseiam por uns dias no Distrito Federal.

Copacabana.

O Corinthians bota anúncio no jornal.

'Jogadores no estádio às onze horas'

Nada de concentração. 

Domingo de carnaval.

Um carnaval paulistano.

Mesmo assim carnaval.

Com todas as tentações do reinado de Momo.

O Boca invicto.

Ponte Preta e Palestra peleiam na preliminar.

Vitória palestrina por 4-2.

O Corinthians escala José; Jaú e Jarbas;

Brito, Brandão e Munhoz.

Teixeira, Mamede, Teleco, Carlito e Wilson.

O Boca vem de Yustrich; Moisés e Valussi;

Vernieres, Lazatti e Arico;

Sánchez, Cáceres, Varallo, Cherro e Cusatti

O goleiro Yustrich do Boca não é o genérico brasileiro.

Pra quem imaginava tango?

Teleco marcou aos 8 minutos.

Pra quem sintonizava Gardel?

Wilson aumenta aos 27 minutos.

O baile alvinegro só chega ao seu final com 20 minutos da etapa derradeira.

Brito é derrubado por Cherro na grande área.

O árbitro José Alexandre aponta pênalti.

E o famoso Boca Juniors vai embora de campo.

Inconformado com a surra e com a arbitragem.

O Corinthians não se faz de rogado.

Mamede bate o pênalti diante do gol vazio.

Corinthians 3-0.

Pra os xeneizes e muitos historiadores.

O gol de pênalti não valeu.

Mas vá explicar isso pra Mamede...









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