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13 de mar. de 2013






Por ROBERTO VIEIRA

Observando os destinos de Lionel e Robson na partida entre Barcelona e Milan, uma certa melancolia vem ao coração... o que poderia ser que não foi.  

O menino pedala e pedala e pedala.
Pênalti.
O menino campeão.
O menino que podia ser rei.
Poderia.
Tempo que passa.
Bicicletas não há mais.
Apenas gestos histriônicos.
Sorriso e trejeitos adolescentes.
O diminutivo famoso nas reservas da vida.
Campeão no branco da Vila.
Campeão da América.
Aceitou virar coadjuvante de outras pedaladas.
Vê-lo perdido em pleno Nou Camp.
Correndo de lá pra cá, obsoleto.
Uma, duas, três vezes.
É um exercício do que foi o futebol brasileiro nos últimos dez anos.
Um futebol de sonhos transformando-se em banal realidade.
A preferência pela piada ao invés de um gol.
Tudo o que poderia ser.
E não foi...







Passei a noite com mamãe, enferma.

Mas ao que parece.

Mamãe e Messi são indestrutíveis...

20 de fev. de 2013





Messi, Xavi e Iniesta.

Jogaram pedra em santo.

E o troglodita time do Milan.

Venceu com dentes de sabre.

No Nou Camp?

Dificilmente o Barcelona reverte o marcador.

O ciclo acabou.

O Pep?

Já sacava isso aí...

6 de nov. de 2012





Sheikh Abdullah Al-Thani


O rapaz da foto gastou 80 milhões de dólares.

Botou a equipe na Champions.

Ameaçou vender suas ações no clube.

mas botou o pé no freio.

Afinal de contas.

O Málaga é líder do seu grupo.

3 jogos e 3 vitórias.  

Hoje?

O sheik assiste de camarote Milan x Málaga.

27 de jun. de 2012



Cruijff era muito jovem.

21 anos.

A Ajax era já um supertime.

Mas não tinha a malandragem.

Era criança e desconhecia a maldade.

Rivera estraçalhou naquela noite...






O catenaccio milanês dobra o carrossel.

Por um acachapante 4-1.

Na final européia de 1969.

Um ano depois, o Feyernoord é campeão europeu.

Tirando a primazia do primeiro grande título holandês dos rivais.

28 de set. de 2008






Por ROBERTO VIEIRA


A bola segue seu caminho pelas esquinas do San Siro.


Deus recebe a bola pela esquerda e enxerga o Diabo. Sozinho.


A bola chega endeusada nos pés do diabo que chuta de primeira.


Mas a bola não chega às redes com medo do pecado original.


A bola gira como o mundo. Analogia do criador.


Bola que girândola, bola que chega novamente aos pés de Deus.


Deus pela direita enxerga o passado e o presente.


Deus também enxerga o ponto futuro.


E toca na bola, santificadamente, com açúcar e com afeto.


Bola que gira pelo espaço abençoada durante seis dias e seis noites.


E chega pela imensidão do San Siro na cabeça do Diabo.


Diabo em pele e toque de gênio que cabeceia a bola que gira suave.


Demoniacamente para as redes da Internazionale.


Internazionale que é homem. Barro. De carne e osso.


Impotente sentença diante do mistério maior do futebol jogado pelo Milan.


Futebol de Deus. Futebol do Diabo.


Deus e o Diabo na terra do futebol...




1 de set. de 2008





Ele nasceu Rudd Dil em Amsterdã. No dia primeiro de setembro de 1962.

Distante do Suriname materno. Pobre. Batia bola nas ruas e canais da veneza holandesa.

Rozendwarsstraat. Mas já era gênio na infância.

Um dia alguém chamou Rudd pra calçar uma chuteira. E lá foi Rudd ser Gullit na vida.

Gullit que era o nome de seu pai.

No início dos anos 80, Rudd estava no Feyenoord. Uma criança jogando ao lado do ídolo Johan Cruyjff.

Imaginem.

O racismo no Feyenoord levou Rudd para o PSV. E as liras de Berlusconni levaram Rudd para o Milan.

Milan que também contratara dois outros gênios holandeses: Van Basten e Rijkaard.

Devo confessar um segredo.

Fora a Holanda em 74 e o Brasil em 82, nunca vi nenhum time jogar o que o Milan jogou no final dos anos 80.

As manhãs de domingo eram manhãs de Milan e Rudd.

Um jogo em especial guardo na memória. Um 7 x 3 na Fiorentina.


Mas também teve o 5 x 0 no Real Madrid. O 4 x 0 no Steaua Bucareste.

Coisas do Santos de Pelé.

No intervalo, Rudd ainda teve tempo de erguer o troféu de campeão europeu pela Holanda em 1988.

Vencendo a URSS. Fazendo um gol. E aplaudindo o sem pulo de Van Basten. 2 x 0.

Devolvendo um pouco de alegria ao técnico Rinus Michels.

Michels que perdera a Copa de 74 no mesmo estádio para a Alemanha.

De todas as glórias de Rudd, uma permanece única. Fora dos campos.

Bola de Ouro em 1987, Rudd dedicou o prêmio a Nelson Mandela. Nelson que se encontrava preso na África do Sul.

Nelson que poucos conheciam.

Anos depois, presidente em seu país, Nelson fez um comentário que reflete a beleza do gesto do holandês:

"Rudd, hoje estou cercado de milhares de amigos, mas em 1987 você era um dos poucos que me restavam..."

Ah, só por curiosidade, a parceria Rudd e Cruyjff continua.

No dia 3 de junho de 2000, Rudd casou com Estela.

Estela, sobrinha de Johan Cruyjff...


15 de jul. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA

Final da década de 40.

A Federação Italiana de Futebol permite a contratação de estrangeiros.

E o Milan contrata o trio atacante da Suécia, campeã olímpica.

O famoso trio Grenoli: Gunnar Gren, Gunnar Nordahl e Nils Liedholm.

Trio que desfalcaria a Suécia contra o Brasil na Copa de 50.

Mas que voltaria para o vice-campeonato de 1958. Em casa.

Final dos anos 80.

O Milan importa a segunda geração de ouro dos holandeses.

Van Basten, Gullit e Rijkaard.

E sai para conquistar o mundo pelas mãos de Berlusconi.

Como um novo Real Madrid de Santiago Bernabeu.

Começo do século XXI.

O Milan já possui Kaká. Melhor jogador do mundo em 2007.

O Milan já contratou Alexandre Pato, promessa de gols e títulos.

O Milan contrata Ronaldinho Gaúcho.

Ronaldinho que é dúvida entre os torcedores de todo o mundo.

Mas conhecendo o Milan, é só dar tempo ao Milan.

E tratar de batizar o novo trio rossonero.