13 de mar. de 2013
20 de fev. de 2013
Messi, Xavi e Iniesta.
Jogaram pedra em santo.
E o troglodita time do Milan.
Venceu com dentes de sabre.
No Nou Camp?
Dificilmente o Barcelona reverte o marcador.
O ciclo acabou.
O Pep?
Já sacava isso aí...
6 de nov. de 2012
27 de jun. de 2012
21 anos.
A Ajax era já um supertime.
Mas não tinha a malandragem.
Era criança e desconhecia a maldade.
Rivera estraçalhou naquela noite...
O catenaccio milanês dobra o carrossel.
Por um acachapante 4-1.
Na final européia de 1969.
Um ano depois, o Feyernoord é campeão europeu.
Tirando a primazia do primeiro grande título holandês dos rivais.
28 de set. de 2008
Por ROBERTO VIEIRA
A bola segue seu caminho pelas esquinas do San Siro.
Deus recebe a bola pela esquerda e enxerga o Diabo. Sozinho.
A bola chega endeusada nos pés do diabo que chuta de primeira.
Mas a bola não chega às redes com medo do pecado original.
A bola gira como o mundo. Analogia do criador.
Bola que girândola, bola que chega novamente aos pés de Deus.
Deus pela direita enxerga o passado e o presente.
Deus também enxerga o ponto futuro.
E toca na bola, santificadamente, com açúcar e com afeto.
Bola que gira pelo espaço abençoada durante seis dias e seis noites.
E chega pela imensidão do San Siro na cabeça do Diabo.
Diabo em pele e toque de gênio que cabeceia a bola que gira suave.
Demoniacamente para as redes da Internazionale.
Internazionale que é homem. Barro. De carne e osso.
Impotente sentença diante do mistério maior do futebol jogado pelo Milan.
Futebol de Deus. Futebol do Diabo.
Deus e o Diabo na terra do futebol...
1 de set. de 2008

Ele nasceu Rudd Dil em Amsterdã. No dia primeiro de setembro de 1962.
Distante do Suriname materno. Pobre. Batia bola nas ruas e canais da veneza holandesa.
Rozendwarsstraat. Mas já era gênio na infância.
Um dia alguém chamou Rudd pra calçar uma chuteira. E lá foi Rudd ser Gullit na vida.
Gullit que era o nome de seu pai.
No início dos anos 80, Rudd estava no Feyenoord. Uma criança jogando ao lado do ídolo Johan Cruyjff.
Imaginem.
O racismo no Feyenoord levou Rudd para o PSV. E as liras de Berlusconni levaram Rudd para o Milan.
Milan que também contratara dois outros gênios holandeses: Van Basten e Rijkaard.
Devo confessar um segredo.
Fora a Holanda em 74 e o Brasil em 82, nunca vi nenhum time jogar o que o Milan jogou no final dos anos 80.
As manhãs de domingo eram manhãs de Milan e Rudd.
Um jogo em especial guardo na memória. Um 7 x 3 na Fiorentina.

Mas também teve o 5 x 0 no Real Madrid. O 4 x 0 no Steaua Bucareste.
Coisas do Santos de Pelé.
No intervalo, Rudd ainda teve tempo de erguer o troféu de campeão europeu pela Holanda em 1988.
Vencendo a URSS. Fazendo um gol. E aplaudindo o sem pulo de Van Basten. 2 x 0.
Devolvendo um pouco de alegria ao técnico Rinus Michels.
Michels que perdera a Copa de 74 no mesmo estádio para a Alemanha.
De todas as glórias de Rudd, uma permanece única. Fora dos campos.
Bola de Ouro em 1987, Rudd dedicou o prêmio a Nelson Mandela. Nelson que se encontrava preso na África do Sul.
Nelson que poucos conheciam.
Anos depois, presidente em seu país, Nelson fez um comentário que reflete a beleza do gesto do holandês:
"Rudd, hoje estou cercado de milhares de amigos, mas em 1987 você era um dos poucos que me restavam..."
Ah, só por curiosidade, a parceria Rudd e Cruyjff continua.

No dia 3 de junho de 2000, Rudd casou com Estela.
Estela, sobrinha de Johan Cruyjff...
15 de jul. de 2008

Por ROBERTO VIEIRA
Final da década de 40.
A Federação Italiana de Futebol permite a contratação de estrangeiros.
E o Milan contrata o trio atacante da Suécia, campeã olímpica.
O famoso trio Grenoli: Gunnar Gren, Gunnar Nordahl e Nils Liedholm.
Trio que desfalcaria a Suécia contra o Brasil na Copa de 50.
Mas que voltaria para o vice-campeonato de 1958. Em casa.
Final dos anos 80.
O Milan importa a segunda geração de ouro dos holandeses.
Van Basten, Gullit e Rijkaard.
E sai para conquistar o mundo pelas mãos de Berlusconi.
Como um novo Real Madrid de Santiago Bernabeu.
Começo do século XXI.
O Milan já possui Kaká. Melhor jogador do mundo em 2007.
O Milan já contratou Alexandre Pato, promessa de gols e títulos.
O Milan contrata Ronaldinho Gaúcho.
Ronaldinho que é dúvida entre os torcedores de todo o mundo.
Mas conhecendo o Milan, é só dar tempo ao Milan.
E tratar de batizar o novo trio rossonero.





