Por
ROBERTO VIEIRA
Zizinho baixou os
olhos.
Mais uma derrota.
A segunda em dez dias.
Primeiro.
A derrota diante dos
inimigos de azul.
Agora.
A derrota diante do
grande amor.
Vencer, vencer, vencer.
A massa rubro negra
surpreende o mundo.
O Maracanã deixa o
verde, amarelo e branco.
O Maracanã agora é
preto e vermelho.
Zizinho quase se
arrepende.
A dor maltrata e
arrebata.
Uma vez Flamengo.
O Bangu sonha com
Schiaffino.
O Flamengo vai de
Aluísio e Lero.
E de Lero em Lero Lero
mete três na Moça Bonita.
O primeiro jogo entre
clubes no estádio.
Foi também o primeiro e
definitivo amor do futebol.
Preto e vermelho
Maracanã.
Maracanã que morreu e
ressuscitou com outra cara.
Mas a alma, como
puderam constatar os cruzeirenses.
A alma continua
Flamengo.
Maracanã cujo único
desgosto profundo.
Inconfessável.
Inconfessável.
Seria se faltasse o
Flamengo no mundo...
Esse jogo, um simples amistoso, é emblemático. Primeiro jogo depois do Maracanzo. Dez dias depois. Parecia que o mundo tinha acabado. Zizinho de novo no Maracanã. E mais uma derrota... Mas Zizinho iria brilhar ainda intensamente com a camisa alvirrubra do Bangu no peito, e ainda no Maracanã na Seleção em jogos memoráveis. O amistoso contra a Itália em 56 é inesquecível. Grande Zizinho!
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