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6 de ago. de 2012





Caetano Veloso chega aos 70 anos.

O maior compositor popular brasileiro.

Maior que Chico.

Chico é o delta de Noel e Jobim.

Caetano é nascente.

Caetano que viu o sol nascer quadrado.

Para compor Terra e Irene.

Caetano que rompeu violões com guitarras.

Salvador com las ramblas do planeta.

Caetano que cantou o trio elétrico e o afoxé.

Caetano que foi tão censurado.

Que fui descobri-lo em dois momentos.

O primeiro com Lua de São Jorge.

Quem é esse cara?

O segundo com Alegria, Alegria sendo tema de novela global.

Caminhando contra o vento.

E olha que eu era ligado em música.

Mas o único toque de Caetano fora Asa Branca.

Atônita em um disco conceitual ?!

Lamento que nos trilhos urbanos atuais.

Nenhum jovem tenha a inteligencia, cultura e coragem desse baiano.

Parece que toda a juventude desconhece as esquinas da avenida S. João nesse planeta.

Local da mortadela inesquecível que alimentou a Tropicália...

28 de ago. de 2008



[IMAGEM]


22 de janeiro de 1972.

Um dos maiores compositores brasileiros pisa o palco do Geraldão.

Voltando do exílio.

Puro talento e tropicalismo.

Caetano Veloso olhou a paisagem da Sé. Bebeu cerveja, comeu tapioca.

Lembrou da canção Maria Betânia de Capiba.

Canção com que batizou sua irmã na infância.

Irritou-se com a incompreensão do público que desconheceu sua versão de Asa Branca.

Espalhou irreverência e carinho pelos meninos que contavam a história de Olinda.

Cantou tango, frevo e bolero.

34 anos depois, Caetano chegou de repente. Mais velho. Mais unanimidade.

Passeou pelas ruas do Recife no carnaval.

Dançou com Antônio Nóbrega. Fez Ariano Suassuna dançar Evocação nº 2