1 de dez. de 2025



 



​💥 ANÁLISE COMPLETA: O Machismo de Abel Braga, a Camisa Rosa e o Legado da Coligay (1977)

ROBERTO VIEIRA 

O debate é urgente! Nas minhas redes sociais esta análise gerou um alcance superior a 85% de não-seguidores, provando que o tema do preconceito no futebol é central e precisa ser debatido em profundidade.

​O Tênue Fio Entre a Piada e o Preconceito

​A declaração do técnico Abel Braga — sobre a recusa em treinar um time com camisa rosa, por ser "coisa de viad**" — não é apenas uma frase infeliz. É a repetição de um preconceito que o futebol brasileiro carrega desde o século passado, e que foi combatido por um movimento corajoso no Rio Grande do Sul.

​A História e o Confronto da Coligay

​O ano era 1977. Enquanto o futebol se preparava para a Copa do Mundo, nascia uma revolução nas arquibancadas:

  • ​A Coligay foi a primeira torcida organizada homossexual do Brasil, composta por cerca de 60 torcedores do Grêmio.
  • ​O grupo surgiu desafiando o machismo e a homofobia enraizados na cultura do esporte. O lema da torcida, "Para o que der e vier", já sinalizava a resistência.
  • ​A torcida enfrentou a rejeição dos dirigentes do Grêmio e de outras torcidas organizadas.
  • ​A reação da época foi sintetizada pelo zagueiro Tarciso: "É, o mundo está mesmo virado."

​O Contraste de 1977: Abel em Ascensão vs. A Luta da Coligay

​A polêmica atual se torna um choque temporal quando olhamos para a carreira de Abel Braga:

  • ​Em 1977, enquanto a Coligay lutava por espaço, Abel vivia seu auge como zagueiro no Vasco da Gama, conquistando o Campeonato Carioca e garantindo sua vaga na Seleção para a Copa de 1978.
  • ​Abel Braga representava o ideal de "virilidade" do futebol da época. A Coligay, por outro lado, provava que a paixão pelo clube era a única virilidade necessária.

​A fala de 2025 é a prova de que a mentalidade que o esporte impunha a Abel em 1977 persiste, apesar da evolução do futebol.

​Documentos Históricos (Material de Apoio)

​A veracidade e a profundidade desse debate estão comprovadas pelos documentos da época. As páginas originais da revista Placar mostram a Coligay em ação, registrando a reação da imprensa e dos jogadores.




​Conclusão: A Resposta Institucional

​A postura do Grêmio, ao reafirmar o orgulho pela Coligay com a bandeira #ClubeDeTodos, é a resposta institucional que a história do futebol exige. O preconceito é pré-histórico, mas a luta pela inclusão é mais antiga e resistente que qualquer piada.






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