3 de dez. de 2014



CHKALOV BEIJA STALIN


POR ROBERTO VIEIRA

No tempo do ronca, pai beijando filho era coisa impensável, pior que mico nos dias de hoje.
Macho que era macho não beijava macho e vice versa. O pai de preferencia também não trocava mais que meia dúzia de palavras com o filho por ano. A comunicação era feita no cinto e no olhar - que lembrava do cinto.
Eu nunca levei uma palmada sequer. Nem beijo. Mas isso fazia parte do cerimonial do tempo do ronca e estávamos conversados.
Engraçado naquele tempo do ronca só mesmo a cara dos camaradas comunistas quando viam as bitocas do Guia Stalin. A turma olhava para Prestes e dizia que iriam até as profundezas das cadeias pelo Partidão, mas beijo de língua nem pensar...
Só se fosse na Olga.
* Pequena série sobre os costumes que não voltam mais...


Um comentário:

  1. E constatar que hoje, no horário nobre da TV, o beijo gay é o maior sucesso de audiência... Como diria Cícero (que não é o do Fluminense): "Oh tempora, oh mores"!

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Comentários