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| CHKALOV BEIJA STALIN |
POR ROBERTO VIEIRA
No tempo do ronca, pai beijando filho era coisa impensável, pior que mico nos dias de hoje.
Macho que era macho não beijava macho e vice versa. O pai de preferencia também não trocava mais que meia dúzia de palavras com o filho por ano. A comunicação era feita no cinto e no olhar - que lembrava do cinto.
Eu nunca levei uma palmada sequer. Nem beijo. Mas isso fazia parte do cerimonial do tempo do ronca e estávamos conversados.
Engraçado naquele tempo do ronca só mesmo a cara dos camaradas comunistas quando viam as bitocas do Guia Stalin. A turma olhava para Prestes e dizia que iriam até as profundezas das cadeias pelo Partidão, mas beijo de língua nem pensar...
Só se fosse na Olga.
* Pequena série sobre os costumes que não voltam mais...

E constatar que hoje, no horário nobre da TV, o beijo gay é o maior sucesso de audiência... Como diria Cícero (que não é o do Fluminense): "Oh tempora, oh mores"!
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