Por ROBERTO VIEIRA
Craque de bola e de verbo.
Canhota mágica.
Gerson sabia das coisas.
Primeira partida do triangular final de 1971.
Atlético-MG e São Paulo.
Mineirão.
Um empate estava excelente pro tricolor.
Telê Santana aperreado no banco.
Segunda etapa.
Falta na entrada da área.
Gerson reclama de Armandinho.
Odair se prepara pra bater.
Odair que tinha uma bomba santa no pé direito.
Gerson percebe a jogada ensaiada.
Gerson caminha para o buraco na barreira armada por Sérgio.
Mas... quando a bomba sai venenosa.
Gerson que nunca foi bobo.
Baixa a cabeça.
Coloca as duas mãos na frente do rosto.
E sente apenas o vento raspando sua calvície.
Sérgio salta por desencargo de pensamento, segundo a Placar.
A bola explode na redes.
E o Galo dá um passo imenso na direção do seu sonho impossível.
O título do primeiro Brasileirão.
E ninguém reclamou nadinha do Papagaio...
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