Por WASHINGTON VAZ
A Copa do Brasil de 2000 marcava a quarta final do Cruzeiro em Copas do Brasil.
Cada vez mais inchada, o campeonato contava naquela que era a 11ª edição 69 participantes.
Com o calendário naquela oportunidade já era confuso e carregado de certames,
Com isso, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Corinthians, Juventude e Palmeiras entraram na competição a partir das oitavas-de-final por estarem na Taça Libertadores da América.
Para chegar a grande final, o Cruzeiro superou os times do Paraná, Caxias-RS, Atlético-PR, Botafogo e Santos.
Até ali foram 6 vitorias e 3 empates.
Já o São Paulo, adversário da final passou pelo Comercial-MS, Sinop-MT, América-RN, Palmeiras e Atlético-MG.
Campanha marcada por 6 vitórias, 1 empate e 1 derrota para o valente Comercial, na estréia da competição.
Assim com em 1996, o tricampeonato da Copa do Brasil foi sofrido, mas emocionante.
Ao Cruzeiro, a chance de conquistar novamente um título nacional com o Mineirão pintado de azul e branco.
Após um empate sem gols frente ao São Paulo, no Morumbi, o Cruzeiro precisava vencer no Mineirão para conquistar o tricampeonato da Copa do Brasil.
O técnico cruzeirense, Marco Aurélio, fazia sua última partida. Já havia sido informado que seu contrato não seria renovado.
Em seu lugar, viria Luiz Felipe Scolari, já consagrado como Felipão, detentor de dois titulos da Copa do Brasil, duas Libertadores e vários estaduais.
Do lado São Paulino, estava o técnico Levir Culpi, campeão da Copa do Brasil de 1996 e vice em 1998 pelo Cruzeiro.
Para o jogo de volta, Marco Aurélio escalou André, Rodrigo, Cris, Cléber e Sorín; Donizete Oliveira, Ricardinho, Marcos Paulo e Jackson.
Já o tricolor paulista veio com Rogério Ceni, Belletti, Edmílson, Rogério Pinheiro e Fábio Aurélio; Alexandre (Axel), Maldonado, Raí e Marcelinho Paraíba; Edu e França.
O jogo se arrastava para o final, até que Marcelinho Paraíba, aos 21′do Segundo Tempo, abriu o placar para o São Paulo.
Cobrança de falta magistral, encobrindo os zagueiros e o excelente goleiro André.
Ducha de água fria para os mineiros. O Cruzeiro tinha apenas 16 minutos para fazer 2 gols.
E conseguiu.
Aos 34 minutos, com Fábio Junior que havia entrado no lugar do lateral direito Rodrigo.
O empate ainda era inútil para o clube de Belo Horizonte, dando o título ao São Paulo.
O tricolor tocava a bola, irritando o time cruzeirense.
E , nos acréscimos, veio a grande chance com um contra-ataque celeste.
O jovem Geovanni partia em direção de Rogério Ceni.
E o zagueiro Rogério Pinheiro, ultimo homem, não tinha outra alternativa a não parar a jogada com falta e sofrendo expulsão.
Aos 46′, Muller, Geovanni e Ricardinho se organizavam para a cobrança de falta.
Muller, que naquela época já era pastor em Belo Horizonte, profetizava: "Geovanni, você tem que ter fé!"
Entre rezas e falas, a situação até ali era dramática para os cruzeirenses.
A bola passou no meio da barreira são-paulina.
No canto esquerdo de Rogério.
O Cruzeiro assinaria ali, na presença de 85.841 torcedores, o tricampeonato da Copa do Brasil.
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