Por
ROBERTO VIEIRA
Até hoje é quase impossível.
Ser campeão já é difícil.
Bicampeão, nem pensar.
O primeiro a tentar foi Feola.
Feola que virou sonâmbulo em 1966.
Inimigo público dos súditos do Rei.
Enfeite na desorganizada CBD.
Depois, trouxeram de volta Aimoré.
Aimoré que mandaram embora depressa.
E tem gente que nem lembra do Aimoré de 1962.
Lembra apenas o Aimoré quase sem Pelé de 67/68.
Como o Zagalo na montanha russa.
Herói em 70 – com ressalvas dos fãs do Saldanha.
Judas em 74.
Velho Lobo em 1998 diante da França.
Chegando perto com a equipe aos pedaços.
Com mais amor que futebol em campo.
Com o país engolindo um técnico tantas vezes campeão.
Zagalo que ganhou com jogador em 58 e 62.
E como coadjuvante em 1994.
Parreira?
Trouxe o caneco de volta pragmático.
Reconvocando Romário.
E pragmático sucumbiu nas boates europeias em 2006.
Quando o craque não quer...
Parreira que tinha sido sacudido fora em 1984.
Com todos os santos da Fonte Nova.
Então.
Temos hoje o Felipão.
Felipão que nunca perdeu um jogo em Copas com a
seleção.
Feito que seria traduzido em santidade na Alemanha e
no Japão.
Felipão querendo repetir o feito de Vitorio Pozzo em
34/38.
Invicto e bicampeão com a Azzurra.
Felipão que tem Neymar mas não tem Mussolini.
Nem Videla.
Felipão que chega nas quartas de final.
E ninguém lembra.
Que sem Felipão, a gente teria ficado na Croácia...
comendo Camarão.




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