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| CHARGE RIO TAMISA, 1859 |
Por
ROBERTO VIEIRA
Crise no iatismo.
Lixo nos sete mares
cariocas.
Olimpíadas no Rio viram piada.
Porém, o Rio de Janeiro
deixa Londres no chinelo.
Belo.
Montanhas recortadas e
o mar imenso.
Sereias de Ipanema.
Mas lá está a mancha de
óleo.
Fezes.
Peixes mortos na Cidade
Maravilhosa.
Cheia de encantos mil.
Os ingleses vibram.
‘Nós temos o Tamisa!’
Tamisa que faz parte do
espírito inglês.
Tamisa que tem lá seus
atrativos.
Uns jardinzinhos aqui e
ali.
Uns castelos de gente
esnobe.
Um rio que no Brasil
seria considerado riacho.
Nada contra os riachos!
Mas os ingleses vibram
com o Tamisa e suas 125 espécies de peixes.
Olha que coisa mais
linda!
Tamisa que estava
mortinho da silva em 1957.
Nos tempos dos Busby
Babes.
Tamisa que cheirava mal
na Beatlemania.
Tamisa que matava Lady
Jane em suas águas.
Tamisa que foi salvo
pelo amor dos ingleses pelo rio.
Tamisa que renasceu nos
anos 70.
Tempos de Kevin Keegan
e Sex Pistols.
Conclusão?
O Rio de Janeiro é o
coração do Brasil.
A Baía da Guanabara é
nossa lagoa azul.
E a Garota de Ipanema
nossa namoradinha de adolescente.
Resta ao Brasil amar o
Brasil com a saudade dos exilados.
Com a saudade de um
Gilberto Gil partindo pra Londres.
Se os ingleses de
cintura dura podem salvar seu rio.
Pra gente vai ser
moleza salvar o nosso Rio.
* Escrevi assim, mas sou apaixonado pelo Tamisa, suas pontes, jardins e castelos...

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