20 de mai. de 2014



CHARGE RIO TAMISA, 1859



Por ROBERTO VIEIRA

Crise no iatismo.
Lixo nos sete mares cariocas.
Olimpíadas no Rio viram piada.
Porém, o Rio de Janeiro deixa Londres no chinelo.
Belo.
Montanhas recortadas e o mar imenso.
Sereias de Ipanema.
Mas lá está a mancha de óleo.
Fezes.
Peixes mortos na Cidade Maravilhosa.
Cheia de encantos mil.
Os ingleses vibram.
‘Nós temos o Tamisa!’
Tamisa que faz parte do espírito inglês.
Tamisa que tem lá seus atrativos.
Uns jardinzinhos aqui e ali.
Uns castelos de gente esnobe.
Um rio que no Brasil seria considerado riacho.
Nada contra os riachos!
Mas os ingleses vibram com o Tamisa e suas 125 espécies de peixes.
Olha que coisa mais linda!
Tamisa que estava mortinho da silva em 1957.
Nos tempos dos Busby Babes.
Tamisa que cheirava mal na Beatlemania.
Tamisa que matava Lady Jane em suas águas.
Tamisa que foi salvo pelo amor dos ingleses pelo rio.
Tamisa que renasceu nos anos 70.
Tempos de Kevin Keegan e Sex Pistols.
 Conclusão?
O Rio de Janeiro é o coração do Brasil.
A Baía da Guanabara é nossa lagoa azul.
E a Garota de Ipanema nossa namoradinha de adolescente.
Resta ao Brasil amar o Brasil com a saudade dos exilados.
Com a saudade de um Gilberto Gil partindo pra Londres.
Se os ingleses de cintura dura podem salvar seu rio.
Pra gente vai ser moleza salvar o nosso Rio.

* Escrevi assim, mas sou apaixonado pelo Tamisa, suas pontes, jardins e castelos...


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