Por CARLOS CELSO CORDEIRO, MDM
Na manhã do dia 19 de novembro de 2013, eu passeava pelas ruas do centro
de Recife, fazendo o trajeto da Rua do Imperador para o Mercado de São
José. Estava “fazendo hora” esperando o horário de abertura do Arquivo
Público Estadual, onde eu iria fazer pesquisa sobre o futebol pernambucano.
Chegando à Rua da Praia, avistei um prédio que atiçou minha imaginação.
Parei, peguei a câmera e fotografei o prédio. Continuei caminhando e
comecei a dar asas à imaginação. Pensei escrever um texto sobre a primeira
vez que dormi em Recife, naquele prédio, em janeiro de 1960.
Depois dei uma dimensão maior à ideia. Pensei: Se eu escrever textos sobre
vários acontecimentos de minha vida e os ordenar em ordem cronológica,
estarei contando uma parte da minha história.
Amadureci a ideia e comecei a colocá-la em prática. Escrevi as primeiras
linhas no dia 21 de novembro de 2013. Ajudado por anotações quase
esquecidas e examinando antigas fotografias comecei a remexer os arquivos
de minha memória e a relembrar como trilhei meus caminhos, desde a Tabira
da década de 1940 até os dias atuais.
Foi uma experiência fascinante. O trabalho de rever os fatos, colocar em
ordem cronológica e elaborar os textos desencadeava em minha cabeça
aquela sensação de estar vivendo tudo novamente.
Desde que comecei a desenvolver o projeto de escrever minhas memórias,
tinha plena consciência de que estava escrevendo para mim mesmo. Ainda
assim, o trabalho foi extremamente gratificante e valeu a pena. A propósito,
conversando com meu amigo Lucídio José de Oliveira, mencionei que estava
escrevendo minhas memórias. E ele, concordando com o que eu também
pensava, comentou: “Você sabe que quando fazemos isto, escrevemos para
nós mesmos”.
No desenvolvimento deste trabalho, todos os fatos e valores citados são
absolutamente verdadeiros. Quando não foi possível localizar uma
informação optei por omiti-la. Por exemplo, não localizei a data exata do
meu noivado. Então, registrei, apenas, o mês.
Como toda regra, esta também tem uma exceção. Quando relato as histórias
de namoradas e paqueras, os fatos e datas são absolutamente reais, contudo
os nomes delas e, às vezes, dos locais, estão deliberadamente, modificados.

Bravos, amigo Carlos Celso! Dizes-me com quem andas.. Meus amigos, gente com quem ando: um na Rádio, o outro publicando livro de memórias. Tudo gente fina. E bons de letra. Vamos a elas. Ouvindo-as ou lendo-as. Uma beleza!
ResponderExcluirMestre Roberto,
ResponderExcluirMuito obrigado por prestigiar.
Mestre - e amigo - Carlos Celso, pode me incluir na lista dos interessados na leitura de suas reminiscências.
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