12 de mai. de 2014






Por CARLOS CELSO CORDEIRO, MDM

Na manhã do dia 19 de novembro de 2013, eu passeava pelas ruas do centro 
de Recife, fazendo o trajeto da Rua do Imperador para o Mercado de São 
José. Estava “fazendo hora” esperando o horário de abertura do Arquivo 
Público Estadual, onde eu iria fazer pesquisa sobre o futebol pernambucano. 
Chegando à Rua da Praia, avistei um prédio que atiçou minha imaginação. 
Parei, peguei a câmera e fotografei o prédio. Continuei caminhando e 
comecei a dar asas à imaginação. Pensei escrever um texto sobre a primeira 
vez que dormi em Recife, naquele prédio, em janeiro de 1960. 
Depois dei uma dimensão maior à ideia. Pensei: Se eu escrever textos sobre 
vários acontecimentos de minha vida e os ordenar em ordem cronológica, 
estarei contando uma parte da minha história. 
Amadureci a ideia e comecei a colocá-la em prática. Escrevi as primeiras 
linhas no dia 21 de novembro de 2013. Ajudado por anotações quase 
esquecidas e examinando antigas fotografias comecei a remexer os arquivos 
de minha memória e a relembrar como trilhei meus caminhos, desde a Tabira 
da década de 1940 até os dias atuais. 
Foi uma experiência fascinante. O trabalho de rever os fatos, colocar em 
ordem cronológica e elaborar os textos desencadeava em minha cabeça 
aquela sensação de estar vivendo tudo novamente. 
Desde que comecei a desenvolver o projeto de escrever minhas memórias, 
tinha plena consciência de que estava escrevendo para mim mesmo. Ainda 
assim, o trabalho foi extremamente gratificante e valeu a pena. A propósito, 
conversando com meu amigo Lucídio José de Oliveira, mencionei que estava 
escrevendo minhas memórias. E ele, concordando com o que eu também 
pensava, comentou: “Você sabe que quando fazemos isto, escrevemos para 
nós mesmos”. 
No desenvolvimento deste trabalho, todos os fatos e valores citados são 
absolutamente verdadeiros. Quando não foi possível localizar uma 
informação optei por omiti-la. Por exemplo, não localizei a data exata do 
meu noivado. Então, registrei, apenas, o mês. 
Como toda regra, esta também tem uma exceção. Quando relato as histórias 
de namoradas e paqueras, os fatos e datas são absolutamente reais, contudo 
os nomes delas e, às vezes, dos locais, estão deliberadamente, modificados. 


3 comentários:

  1. Lucídio José de Oliveira12 de maio de 2014 às 11:46

    Bravos, amigo Carlos Celso! Dizes-me com quem andas.. Meus amigos, gente com quem ando: um na Rádio, o outro publicando livro de memórias. Tudo gente fina. E bons de letra. Vamos a elas. Ouvindo-as ou lendo-as. Uma beleza!

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  2. Mestre Roberto,

    Muito obrigado por prestigiar.

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  3. Mestre - e amigo - Carlos Celso, pode me incluir na lista dos interessados na leitura de suas reminiscências.

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Comentários