Por
ROBERTO VIEIRA
Véspera da Copa.
A Rússia invade a Ucrânia com tacape na mão.
O Grupo H da Copa fica ímpar.
Parece Uruguai e Bolívia na Copa de 50.
Alguém brinca.
‘Chama os paulistas!’
Vicente Feola pega a brincadeira na unha.
‘Bota uma seleção paulista!’
A FIFA e a CBF aceitaram a sugestão.
Melhor que nada.
Feola foi Saldanhístico.
Ceni; Cicinho, Lúcio, Antonio Carlos e Fábio Santos;
Arouca, Cícero, Geovânio e Ganso.
Pato e Luís Fabiano.
Repatriaram Diego e Robinho pra dar uma força.
A Coréia levou de dois.
A Bélgica empatou em 0x0.
E dois gols de falta de Ganso e Ceni eliminaram a
Argélia.
São Paulo voltou no tempo.
2014 parecia 1932.
E nas oitavas, São Paulo meteu 3x0 em Cristiano
Ronaldo.
Com direito a hat trick de Pato.
O próximo adversário seria a Argentina de Messi.
Argentina desclassificada nos pênaltis.
Como a seleção brasileira.
O Brasil olhou em volta e restava São Paulo.
E a semifinal era no... Itaquerão.
São Paulo jogando em casa.
E logo em um 9 de julho.
A história retornando helicoidal.
A Espanha levou olé.
Espanha que virou o Getúlio Vargas da hora.
Ganso comandou as touradas do século XXI.
E a final do Maracanã contra o Uruguai estava cheia
de presságios.
Pato abriu o placar.
Suarez virou pra 2x1 em duas falhas de Ceni.
E quando tudo parecia repetir 50.
Lúcio empatou aos 40 minutos da etapa final.
E Luís Fabiano levando porrada da defesa cisplatina.
Entrou com bola e tudo de carrinho no instante
final.
O uniforme da seleção paulista não era verde
amarelo.
Muito brasileiro de outros estados torceu contra.
E o Movimento MMDC virou as eleições de outubro pelo
avesso.
Tudo após o dia em que São Paulo foi campeão do
mundo de futebol...
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| ARAKEN, ÚNICO PAULISTA NA COPA DE 30 |
* Em homenagem ao Mestre José Renato que me confidenciava estes sentimentos constitucionalistas


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