12 de mai. de 2014






Por ROBERTO VIEIRA


Véspera da Copa.

A Rússia invade a Ucrânia com tacape na mão.

O Grupo H da Copa fica ímpar.

Parece Uruguai e Bolívia na Copa de 50.

Alguém brinca.

‘Chama os paulistas!’

Vicente Feola pega a brincadeira na unha.

‘Bota uma seleção paulista!’

A FIFA e a CBF aceitaram a sugestão.

Melhor que nada.

Feola foi Saldanhístico.

Ceni; Cicinho, Lúcio, Antonio Carlos e Fábio Santos;

Arouca, Cícero, Geovânio e Ganso.

Pato e Luís Fabiano.

Repatriaram Diego e Robinho pra dar uma força.

A Coréia levou de dois.

A Bélgica empatou em 0x0.

E dois gols de falta de Ganso e Ceni eliminaram a Argélia.

São Paulo voltou no tempo.

2014 parecia 1932.

E nas oitavas, São Paulo meteu 3x0 em Cristiano Ronaldo.

Com direito a hat trick de Pato.

O próximo adversário seria a Argentina de Messi.

Argentina desclassificada nos pênaltis.

Como a seleção brasileira.

O Brasil olhou em volta e restava São Paulo.

E a semifinal era no... Itaquerão.

São Paulo jogando em casa.

E logo em um 9 de julho.

A história retornando helicoidal.

A Espanha levou olé.

Espanha que virou o Getúlio Vargas da hora.

Ganso comandou as touradas do século XXI.

E a final do Maracanã contra o Uruguai estava cheia de presságios.

Pato abriu o placar.

Suarez virou pra 2x1 em duas falhas de Ceni.

E quando tudo parecia repetir 50.

Lúcio empatou aos 40 minutos da etapa final.

E Luís Fabiano levando porrada da defesa cisplatina.

Entrou com bola e tudo de carrinho no instante final.

O uniforme da seleção paulista não era verde amarelo.

Muito brasileiro de outros estados torceu contra.

E o Movimento MMDC virou as eleições de outubro pelo avesso.


Tudo após o dia em que São Paulo foi campeão do mundo de futebol...

ARAKEN, ÚNICO PAULISTA NA COPA DE 30


* Em homenagem ao Mestre José Renato que me confidenciava estes sentimentos constitucionalistas


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