9 de out. de 2013





A foto é dos anos 60.

O Náutico chegando de viagem.

A multidão no aeroporto.

Mas... o Náutico não é clube considerado do povo.

Então.

O episódio se torna rodapé da história.

Não sei exatamente aonde vai essa conversa de clube popular, de massa.

Vou a campo e leio os jornais.

O público alvirrubro é igual ao dos co-irmãos.

Com uma ou outra diferença para o Santa Cruz.

Santa Cruz que lota o Arruda quando quer e pode.

Mas o Náutico é maior que uma Kombi.

E sua torcida tem bala na agulha pra gastar.

Cruel?

Cruel, porém assim corre a mídia.

Mídia frequentemente posta de lado pelos donos do Poder alvirrubro.

Donos do Poder que permanecem arrogantes, metidos a aristocratas.

Quando os engenhos já são fogo morto.

Gera-se então uma guerra.

Guerra contra o futebol.

Dirigentes alvirrubros numa queda de braço com jornalistas.

Quem paga o pato?

O Timbu.

Entretanto, e voltando ao assunto senão me perco.

A torcida do Náutico é imensa e apaixonada.

Torcida entre as mais pujantes do Brasil.

Basta qualquer menino de colo checar os números.

A Kombi?

Existe no Náutico, é verdade.

Mas a Kombi do Náutico são os seus dirigentes.

Dirigentes que imaginam dirigir uma Kombi.

E possuem nas mãos uma Bugatti Veyron 16.4






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