Por
ROBERTO VIEIRA
O São Paulo teve Feola.
Técnico desde os anos
30.
Feola que entendia a
alma tricolor por ser tricolor.
Depois veio Bela
Guttman.
Ensinando Zizinho a
jogar bola.
Tolerando as noitadas
de Maurinho e Canhoteiro.
Vencendo as garrafadas
rivais.
Poy já estava em casa.
Goleiro estrangeiro.
Poy se sentiu em casa
no Morumbi.
Ganhou, perdeu, sonhou.
Mas sempre dormia com a
camisa do time debaixo do travesseiro.
Telê.
Da primeira vez não deu
certo.
Telê estava anos luz à
frente do Morumbi.
Mas um dia se acertaram.
Deram-se as mãos.
Telê passava as tardes
colhendo ervas daninhas no Cícero Pompeu de Toledo.
Nos campinhos de
treinamento.
Corre Raí.
Cruza Cafu.
Muricy nasceu por lá.
Quase foi do Palmeiras.
Brilhou na Vila.
Muricy com DNA indelével.
Primo irmão de Feola, Guttman,
Poy e Telê.
Autuori foi campeão.
Como Brandão.
Mas Muricy é como um
filho voltando pra casa.
No São Paulo.
Sempre tem um prato lhe
esperando pro jantar...

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