9 de set. de 2013






Por ROBERTO VIEIRA

O São Paulo teve Feola.
Técnico desde os anos 30.
Feola que entendia a alma tricolor por ser tricolor.
Depois veio Bela Guttman.
Ensinando Zizinho a jogar bola.
Tolerando as noitadas de Maurinho e Canhoteiro.
Vencendo as garrafadas rivais.
Poy já estava em casa.
Goleiro estrangeiro.
Poy se sentiu em casa no Morumbi.
Ganhou, perdeu, sonhou.
Mas sempre dormia com a camisa do time debaixo do travesseiro.
Telê.
Da primeira vez não deu certo.
Telê estava anos luz à frente do Morumbi.
Mas um dia se acertaram.
Deram-se as mãos.
Telê passava as tardes colhendo ervas daninhas no Cícero Pompeu de Toledo.
Nos campinhos de treinamento.
Corre Raí.
Cruza Cafu.
Muricy nasceu por lá.
Quase foi do Palmeiras.
Brilhou na Vila.
Muricy com DNA indelével.
Primo irmão de Feola, Guttman, Poy e Telê.
Autuori foi campeão.
Como Brandão.
Mas Muricy é como um filho voltando pra casa.
No São Paulo.

Sempre tem um prato lhe esperando pro jantar...


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