15 de set. de 2013






Por ROBERTO VIEIRA


1972. Fonte Nova.

Um jogo pra lá de ruim.

O primeiro Vitória e Náutico em Campeonatos Nacionais.

Verdadeira pelada com acarajé.

O técnico Gradim armou o alvirrubro com Lula; Gena, Gilson, Sidcley e Romero; João Paulo e Cordeiro (Vasconcelos); Dedeu, Paraguaio, Paulinho e Elói (Edvaldo).

No papel, um time razoável.

Mas deixar Vasconcelos na reserva é coisa de Santos Dumont.

O Vitória alinhou Geraldo; Roberto, Leleu, Valter e França; Marquinhos e Fernando; Osni, Gibira, Tóia (André Catimba) e Mario Sérgio.

Naquela noite o futebol foi esquecido.

Os ataques do Vitória se perdiam na linha-burra montada pelo Náutico.

Mario Sérgio não conseguia sair da marcação de Gena.

A crônica da época nos deixa perplexos.

Vasconcelos entrou no lugar de Cordeiro para... garantir o resultado.

Difícil acreditar.

Mas foi uma outra substituição que trouxe a vitória ao alvirrubro.

Gradim sacou Elói e fez entrar a jovem promessa Edvaldo. Onde andará Edvaldo?

Paulinho deu um toque sutil aos 37' do segundo tempo.

Roberto e Leleu bateram orixás.

E Edvaldo cumprimentou mãe menininha do Gantois.

Náutico 1 x 0 Vitória de Todos os Santos.

Claro que sendo triunfo alvirrubro teve direito a suspense no final.

O árbitro Carlos Costa marcou dois toques aos 40' do segundo tempo.

Dentro da grande área.

Os dez jogadores de linha do Timbu foram pra barreira.

Mas a bola preferiu ir parar nas arquibancadas da Fonte Nova.

E o Náutico mostrou o que é que Pernambuco tinha...


0 comentários:

Postar um comentário

Comentários