6 de ago. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA

Armando olha pra Saldanha.
‘Quem sai?’
Saldanha coça a cabeça.
Heleno é símbolo do clube.
Didi, nem pensar.
‘Quem sabe a gente tira o Zagalo!’
A cara de Armando diz tudo.
Gerson já avisou que nem vem que não tem.
‘Bota de volante!’
‘Pode ser...’
Saldanha chama Seedorf.
Explica sobre as esquisitices de Manga.
As subidas de Marinho Chagas.
Nilton Santos voltando a brincar na zaga.
Seedorf ouve tudo calado.
Observando aquele cara sentado na beira do campo.
Olhar desligado. 
‘É Ele?’
Armando e Saldanha respondem que sim.
Seedorf caminha até o homem de pernas tortas.
Seedorf e Mané se encontram no treino da Estrela Solitária.
O menino do Suriname e o menino de Pau Grande.
O poliglota Seedorf e o Mané que só conhece uma linguagem.
A linguagem da bola.
Nenhuma palavra precisa ser dita.
Mané toca pra Seedorf que toca pra Mané que estica pra Heleno.
Armando cai na gargalhada.
Sandro Moreira adivinha o pensamento de Saldanha:
‘Podem chamar o Barcelona!’
E Saldanha completa:
'E inventa aí que o tal de Messi chamou Heleno de Gilda!'


4 comentários:

  1. O Botafogo é insuperável no quesito história/literatura. Que linha do tempo. Que linhagem, apurando cada vez a raça. De Heleno a Seerdorf, passando pelo cabloco de Pau Grande. Toda uma Universidade do Futebol.

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  2. Li a biografia de Heleno, é excepcional a história desse craque e do Botafogo ao longo de sua história, é um clube fascinante.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. O Mestre Lucídio desculpe a intimidade, apesar de não conhecê-lo, destaca a literatura/história e a linhagem do túnel da estrela solitária de General Severiano. Se por acaso o Mestre Roberto quiser refazê-la deixando-a em stand by, não deveria esquecer-se de Jairzinho o furacão da copa e Paulo Cezar Caju um gentleman no trato com a bola, um virtuose, as praias de Marselha na França ainda lembra do duo carioca usando maiô no verão francês.

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Comentários