Por
ROBERTO VIEIRA
Armando olha pra
Saldanha.
‘Quem sai?’
Saldanha coça a cabeça.
Heleno é símbolo do
clube.
Didi, nem pensar.
‘Quem sabe a gente tira
o Zagalo!’
A cara de Armando diz
tudo.
Gerson já avisou que
nem vem que não tem.
‘Bota de volante!’
‘Pode ser...’
Saldanha chama Seedorf.
Explica sobre as esquisitices
de Manga.
As subidas de Marinho
Chagas.
Nilton Santos voltando
a brincar na zaga.
Seedorf ouve tudo
calado.
Observando aquele cara
sentado na beira do campo.
Olhar desligado.
‘É Ele?’
Armando e Saldanha
respondem que sim.
Seedorf caminha até o
homem de pernas tortas.
Seedorf e Mané se encontram
no treino da Estrela Solitária.
O menino do Suriname e
o menino de Pau Grande.
O poliglota Seedorf e o
Mané que só conhece uma linguagem.
A linguagem da bola.
Nenhuma palavra precisa
ser dita.
Mané toca pra Seedorf
que toca pra Mané que estica pra Heleno.
Armando cai na
gargalhada.
Sandro Moreira adivinha
o pensamento de Saldanha:
‘Podem chamar o
Barcelona!’
E Saldanha completa:
'E inventa aí que o tal de Messi chamou Heleno de Gilda!'

O Botafogo é insuperável no quesito história/literatura. Que linha do tempo. Que linhagem, apurando cada vez a raça. De Heleno a Seerdorf, passando pelo cabloco de Pau Grande. Toda uma Universidade do Futebol.
ResponderExcluirLi a biografia de Heleno, é excepcional a história desse craque e do Botafogo ao longo de sua história, é um clube fascinante.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO Mestre Lucídio desculpe a intimidade, apesar de não conhecê-lo, destaca a literatura/história e a linhagem do túnel da estrela solitária de General Severiano. Se por acaso o Mestre Roberto quiser refazê-la deixando-a em stand by, não deveria esquecer-se de Jairzinho o furacão da copa e Paulo Cezar Caju um gentleman no trato com a bola, um virtuose, as praias de Marselha na França ainda lembra do duo carioca usando maiô no verão francês.
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