Um ano antes do jogo contra o Palmeiras.
O América
enfrentou o poderoso Timão de Gilmar e Baltasar.
Era o primeiro jogo do
Corinthians em solo pernambucano.
A mídia tratou de bolar um apelido para o
América.
O América se tornou o 'Esquadrão Atômico'.
O Corinthians se preparava para ser o campeão
paulista de 1954
– título que seria
decidido em 1955
– mas a equipe era a grande sensação da primeira metade da
década de 50 no futebol brasileiro.
Abiscoitando Torneio Rio-São Paulo,
estaduais e chegando na final da Copa Rio de 1952 contra o Fluminense.
O Timão
era parada indigesta.
Contra o América, os mosqueteiros formaram com
Gilmar; Murilo e Idário;
Olavo, Goiano e Roberto Belangero;
Cláudio, Luisinho,
Nardo, Carbone e o pernambucano Simão.
A equipe esmeraldina alinhou
Espanhol; Duda e Antoninho;
Claudionor, Geraldo e Jorge;
Jarbas, Macaquinho,
Vivinho, Moacir e Gilberto.
Não foi jogo, foi baile.
Como balé previamente ensaiado,
o Corinthians fez o que quis com o América atordoado em campo após o primeiro
gol, nascido aos 33 minutos da etapa inicial, após escanteio cobrado por Simão
e escorado com precisão por Nardo no canto direito de Espanhol.
Bola que rola,
o América aparentemente contente com o 1 a 0 na primeira etapa, Cláudio cruza e
Luisinho, de cabeça, coloca na gaveta de Espanhol.
E como o caminho pelo alto surtia efeito, Carbone
também deixa o seu aos 3 minutos do segundo tempo.
O arqueiro Espanhol ainda
salta na bola e a desvia com a ponta dos dedos; a pelota toca na trave e entra
caprichosamente nas redes americanas.
Corinthians 3 x 0 e o resto, bem o resto
foi bola de pé em pé.
Prévia dos olés da década de 60.

Mais um grande resgate, excelente amigos! mais uma vez parabéns a todos que fazem esse excelente blog.
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