17 de jul. de 2013






Um ano antes do jogo contra o Palmeiras.

O América enfrentou o poderoso Timão de Gilmar e Baltasar. 

Era o primeiro jogo do Corinthians em solo pernambucano.

A mídia tratou de bolar um apelido para o América.

O América se tornou o 'Esquadrão Atômico'. 

O Corinthians se preparava para ser o campeão paulista de 1954 

– título que  seria decidido em 1955 

– mas a equipe era a grande sensação da primeira metade da década de 50 no futebol brasileiro.

Abiscoitando Torneio Rio-São Paulo, estaduais e chegando na final da Copa Rio de 1952 contra o Fluminense. 

O Timão era parada indigesta.

Contra o América, os mosqueteiros formaram com Gilmar; Murilo e Idário; 

Olavo, Goiano e Roberto Belangero; 

Cláudio, Luisinho, Nardo, Carbone e o pernambucano Simão.

A equipe esmeraldina alinhou Espanhol; Duda e Antoninho; 

Claudionor, Geraldo e Jorge; 

Jarbas, Macaquinho, Vivinho, Moacir e Gilberto.

Não foi jogo, foi baile. 

Como balé previamente ensaiado, o Corinthians fez o que quis com o América atordoado em campo após o primeiro gol, nascido aos 33 minutos da etapa inicial, após escanteio cobrado por Simão e escorado com precisão por Nardo no canto direito de Espanhol. 

Bola que rola, o América aparentemente contente com o 1 a 0 na primeira etapa, Cláudio cruza e Luisinho, de cabeça, coloca na gaveta de Espanhol.
                          

E como o caminho pelo alto surtia efeito, Carbone também deixa o seu aos 3 minutos do segundo tempo. 

O arqueiro Espanhol ainda salta na bola e a desvia com a ponta dos dedos; a pelota toca na trave e entra caprichosamente nas redes americanas. 

Corinthians 3 x 0 e o resto, bem o resto foi bola de pé em pé.

Prévia dos olés da década de 60.


Um comentário:

  1. Mais um grande resgate, excelente amigos! mais uma vez parabéns a todos que fazem esse excelente blog.

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Comentários