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12 de mai. de 2013

O TETRA DE NECO


Não resisti quebrar o silencio...





Por ROBERTO VIEIRA

Em 1919, o certame paulista ganhou seu único tetracampeão, o Paulistano. O Corinthians foi ator principal daquela conquista. Por linhas tortas...

Lá se vão noventa e três anos.

Neco no auge.

O Corinthians começou mal no certame.

Depois saiu batendo em todo mundo.

Treze jogos.

Treze vitórias.

Quarenta e nove gols marcados.

Pertinho do Natal de 1919.

Natal pós guerra e pós gripe.

O derradeiro jogo do Paulistão era contra o Paulistano.

A vitória não valia necas pro Timão.

O Paulistano seria tetracampeão.

E daí?

Friedenreich era um grande amigo.

A derrota?

O título seria do Palestra.

Neco pensava com seus botões.

Lembrando do pau quebrando contra o Palestra.

Um a zero pro Corinthians com direito a tapas e pontapés.

A primeira vitória sobre o Palestra na casa deles.

Três jogos de suspensão pra Neco.

Agora?

O Tetra do Paulistano estava nos pés do Corinthians.

Corinthians que estava batendo em todo mundo.

Pois é.

Mas eram dias de Natal.

Neco e seus companheiros com espírito de Papai Noel.

Jardim América lotado.

Chuva pra dar e vender.

Corinthians vence por 2x0 o jogo dos segundos quadros.

Paulistano ganha o toss.

Friedenreich abraça Neco.

O árbitro Demosthenes inicia a pugna.

Zito de cabeça: 1 x 0.

El Tigre acerta um tirombaço: 2 x 0.

O Corinthians diminui.

Pra que?

Mario pra Fried: 3 x 1.

E vem o gol de placa.

O ponta Agnello dribla Nando, César e atira cruzado: 4 x 1.

O Paulistano é Tetra.

Os palestrinos chiando barbaridade.

Neco?

Não curtia ser derrotado.

Mas foi embora com Américo e Bororó.

Cantando na chuva e assoviando jingle bells.

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