Não resisti quebrar o silencio...
Por
ROBERTO VIEIRA
Em
1919, o certame paulista ganhou seu único tetracampeão, o
Paulistano. O Corinthians foi ator principal daquela conquista. Por
linhas tortas...
Lá
se vão noventa e três anos.
Neco
no auge.
O
Corinthians começou mal no certame.
Depois
saiu batendo em todo mundo.
Treze
jogos.
Treze
vitórias.
Quarenta
e nove gols marcados.
Pertinho
do Natal de 1919.
Natal
pós guerra e pós gripe.
O
derradeiro jogo do Paulistão era contra o Paulistano.
A
vitória não valia necas pro Timão.
O
Paulistano seria tetracampeão.
E
daí?
Friedenreich
era um grande amigo.
A
derrota?
O
título seria do Palestra.
Neco
pensava com seus botões.
Lembrando
do pau quebrando contra o Palestra.
Um a
zero pro Corinthians com direito a tapas e pontapés.
A
primeira vitória sobre o Palestra na casa deles.
Três
jogos de suspensão pra Neco.
Agora?
O
Tetra do Paulistano estava nos pés do Corinthians.
Corinthians
que estava batendo em todo mundo.
Pois
é.
Mas
eram dias de Natal.
Neco
e seus companheiros com espírito de Papai Noel.
Jardim
América lotado.
Chuva
pra dar e vender.
Corinthians
vence por 2x0 o jogo dos segundos quadros.
Paulistano
ganha o toss.
Friedenreich
abraça Neco.
O
árbitro Demosthenes inicia a pugna.
Zito
de cabeça: 1 x 0.
El
Tigre acerta um tirombaço: 2 x 0.
O
Corinthians diminui.
Pra
que?
Mario
pra Fried: 3 x 1.
E
vem o gol de placa.
O
ponta Agnello dribla Nando, César e atira cruzado: 4 x 1.
O
Paulistano é Tetra.
Os
palestrinos chiando barbaridade.
Neco?
Não
curtia ser derrotado.
Mas
foi embora com Américo e Bororó.
Cantando
na chuva e assoviando jingle bells.

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