21 de mar. de 2013






Por ROBERTO VIEIRA       



A Itália pobre de Bertolucci desembarcou no Brasil entre 1870/1930. E o Brasil agradeceu pelos Ministrinhos, Altafinis, Palestras e Pelicciaris que brotaram por estas bandas...  




No começo era o fascio.

Getúlio e Mussolini ligados no rádio.

Pecado Divino.

Leônidas poupado.

Pelicciari diante dos seus avós.

Castigo Meazza.

A Velha Bota balançando as redes do Estado Novo.

Guerra.

A Itália se prepara para o Tri no Maracanã.

Superga.

Turim e São Paulo de luto.

O Brasil é a nova Itália do futebol.

Pelé, o novo Piola.

Mazzola?

Fabricamos um igualzinho.

Florença santifica Boteglio.

Português com futebol de Filó.

A Itália democrática encontra o Brasil de Médici.

Desta vez.

O triunfo é do ‘Pra Frente Brasil’.

Já não existe Pozzo.

E a bola serpenteia no novo mundo até chegar a Carlos Alberto.

Três anos depois.

Leão larga a bola.

A invencibilidade cai por terra.

Com um segundo gol mandrake.

Bicentenário.

Givanildo, Zico e Rivelino.

Búfalo Gil.

Nelinho.

Rossi.

Rossi.

Rossi.

A ditadura brasileira é novamente derrotada.

Imagine Sócrates, capitão da seleção.

Desfilando ao lado de Figueiredo.

Foi melhor Rossi.

Vai que é tua Taffarel!

No único 0x0 da história.

O Tetra. O Penta. O Tetra (deles).

Pouca gente lembra.

Depois de Sarriá.

Os deuses do futebol prometeram a si mesmos.

Nunca mais.

E nos últimos trinta e um anos.

Tabu.

A Itália não viu a cor da bola diante do Brasil.






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