Por ROBERTO VIEIRA
A Itália pobre de Bertolucci desembarcou no Brasil entre 1870/1930. E o
Brasil agradeceu pelos Ministrinhos, Altafinis, Palestras e Pelicciaris que
brotaram por estas bandas...
No começo era o fascio.
Getúlio e Mussolini ligados no rádio.
Pecado Divino.
Leônidas poupado.
Pelicciari diante dos seus avós.
Castigo Meazza.
A Velha Bota balançando as redes do
Estado Novo.
Guerra.
A Itália se prepara para o Tri no
Maracanã.
Superga.
Turim e São Paulo de luto.
O Brasil é a nova Itália do
futebol.
Pelé, o novo Piola.
Mazzola?
Fabricamos um igualzinho.
Florença santifica Boteglio.
Português com futebol de Filó.
A Itália democrática encontra o
Brasil de Médici.
Desta vez.
O triunfo é do ‘Pra Frente Brasil’.
Já não existe Pozzo.
E a bola serpenteia no novo mundo
até chegar a Carlos Alberto.
Três anos depois.
Leão larga a bola.
A invencibilidade cai por terra.
Com um segundo gol mandrake.
Bicentenário.
Givanildo, Zico e Rivelino.
Búfalo Gil.
Nelinho.
Rossi.
Rossi.
Rossi.
A ditadura brasileira é novamente
derrotada.
Imagine Sócrates, capitão da seleção.
Desfilando ao lado de Figueiredo.
Foi melhor Rossi.
Vai que é tua Taffarel!
No único 0x0 da história.
O Tetra. O Penta. O Tetra (deles).
Pouca gente lembra.
Depois de Sarriá.
Os deuses do futebol prometeram a
si mesmos.
Nunca mais.
E nos últimos trinta e um anos.
Tabu.
A Itália não viu a cor da bola
diante do Brasil.

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