1993 parecia um ano abençoado.
Campeão pernambucano em uma final miraculosa.
O Santa voltava também ao Brasileirão - Primeira Divisão.
Após cinco anos de ostracismo.
O clube perdeu o seguro arqueiro Marcelo.
Marcelo que seria técnico do clube em 2013.
Mas trazia outro Marcelo.
O Marcelo que estava no Rayo Vallecano.
No comando?
Charles Muniz.
Resultado?
Apesar dos milagres.
Rebaixados novamente...

Mestre, este brasileiro de 93 foi uma grande armação da CBF. Em 92 o Grêmio tava na segunda divisão, daí para garantir sua subida a CBF determinou que 12 times subiriam !, ao contrário do que vinha fazendo desde 1988 quando subiam 2, 3 ou 4). Bastava terminar entre os 3 primeiros de cada um dos 4 grupos de 8 times da primeira fase, os times se enfrentaram dentro do grupo em jogos de ida e volta, o que o Grêmio conseguiu as duras penas (somente na última rodada e com uma goleada prá lá de suspeita), depois foi eliminado já na fase seguinte (enquanto que o Santa chegou até as semifinais. A final foi entre Paraná e Vitória). Depois a CBF, numa virada de mesa, determinou que não haveria rebaixados na primeirona de 92 (favorecendo Paysandu e Náuticos, os dois últimos colocados). Só aí a CBFpercebeu que, "inexplicavelmente" a primeira divisão de 93 estava inchada, contando com 32 clubes, daí deu a tacada de mestre: não haveria segundona em 93 e a primeira seria disputada por 4 grupos de oito times cada (A, B, C e D), com os times jogando dentro do grupo. Os grupos C e D seriam constituídos dos 12 times que subiram (excetuando-se o Grêmio, logo saberemos o porquê), mais os dois que deveriam ter caído e mais 3 times "menores" que já estavam na primeira em 1992. Já os grupos A e B teriam os 16 "grandes" incluindo aí o Grêmio. Mas a perola vem agora, ao final da primeira fase os 5 primeiros de A e de B e os 3 primeiros de C e de D passavam a segunda fase, enquanto que os 4 últimos dos grupos C e D (e só deles !) estavam rebaixados para a primeira divisão de 94, que assim retornaria ao aceitável numero de 24 clubes. O Náutico ficou em quarto no grupo C, não passando de fase mas se garantiu na primeira divisão, já o Santinha ficou entre os 4 últimos do mesmo grupo,"retornando" a segundona em 94. Como pode-se perceber os grupos C e D nada mais do que foi uma segundona disfarçada, a CBF numa tacada só garantiu a subida do Grêmio e a manutenção por pelo menos mais um ano (ao alçá-lo a um grupo em que não havia rebaixamento). Coisas do nosso pobre futebol...
ResponderExcluirPara completar o relato histórico (vocês devem me achar um chato de galocha, né ?) a estréia dos pernambucanos naquele ano foi num clássico nos Aflitos, jogado num sábado, logo após a final do PE 93 (final em que estive presente, levando aquela chuva e...). Pois bem, lembro como se fosse hoje (ouvir no radinho, ainda não condições psicológicar de ir ao campo), Santinha ganhando por 1 x 0 até o fim do jogo, com o domínio da partida, até que por encanto Paulo Leme mete 2 gols nos minutos finais e o Náutico ganha o jogo. Chegou a ser hiláro se não fosse trágico. Aconteceu exatamente igual, só que com os papéis invertidos, e claro, para nosso azar, num jogo de menor importância. Quem disse que um raio (mesmo que ao contrário) não cai 2 vezes ?!
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