Por ROBERTO VIEIRA
11 de maio de 1930.
O país estava sentado sobre um barril de pólvora.
O país estava sentado sobre um barril de pólvora.
O velho tinha seus dias contados.
O novo nem era tão novo assim.
Ganso era apenas uma ave.
João Pessoa e João Dantas inimigos feudais.
Mussolini passeava na Toscana.
Dr. Jordão Chaves tratava sífilis e gonorréia.
Grandes preocupações dos homens de então.
O cine Odeon exibia ‘Mulher Singular’.
O cine Avenida ‘Os Dez Mandamentos’.
Clodoaldo já jogava no Santos.
Santos que recebeu em casa o São Paulo.
São Paulo de Luisinho e Siriri.
São Paulo de Friedenreich.
Athiê franziu as sobrancelhas.
O ataque tinha Camarão e Evangelista.
Jogava por música nos pés de Strauss.
Quinze minutos.
A bola milagrosamente beija as traves de Athiê.
E Luisinho empurra para o barbante.
O primeiro gol do primeiro Sansão.
E o primeiro tempo se encerra em 1x0.
Camarão empata no início da segunda etapa.
Siriri deixa o tricolor em vantagem.
O estádio lotado se agita.
Mas o Santos tinha o feitiço de Feitiço.
Os jornais anunciam o empate em 2x2.
Pelé não existia.
Sastre e Raí também não.
Ninguém imaginaria os cinco títulos mundiais.
Os bambas?
Eram Palestra e Corinthians.
Dalila?
Brincava de boneca...

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