6 de fev. de 2013



ESTRÉIA DE DJALMA/FOTO CEDIDA POR CARLOS CELSO CORDEIRO




Djalma Christiano Gomes nasceu na Capunga, no dia 20 de dezembro de 1918. 

Corria a década de 30, Djalma e seus amigos do Colégio São Luís, depois do horário do almoço, aproveitavam para dar uma escapada, chupar manga e bater pelada no Campo da Jaqueira.

O talento como goleiro era inato. 

Djalma foi selecionado para atuar nos juvenis do América. 

A Portuguesa Santista em 1937 excursionava em Pernambuco, sendo convidada pelos esmeraldinos para um amistoso. 

A Lusa santista era uma baita time, trazendo em suas linhas os craques Rato, Tuffy, Argemiro e Armandinho, titulares da seleção paulista de futebol.

Inseguros quanto a quem atuaria no arco, o América solicitou o arqueiro Zé Miguel do Tramways e a ala esquerda Sidinho e Siduca do Santa Cruz. O jogo foi realizado no dia 3 de janeiro, no estádio da Jaqueira, mas a convocação de Zé Miguel foi perda de tempo. Na segunda etapa, machucado, Zé Miguel dava lugar a um menino de 19 anos: Djalma.


Apesar da derrota diante da Lusa santista, a cronica esportiva não poupou elogios ao garoto. Começava ali a breve e espetacular história do goleiro Djalma no América, no Náutico e na seleção pernambucana.

O talento de Djalma no América sofreu com a concorrência de Pedro, contratado a peso de ouro no Central para o supertime de 1938. Os dirigentes do América cederam o passe da jovem promessa que foi brilhar no Náutico de Cabelli, campeão estadual em 1939. 

Pior para o América.


Aos 21 anos incompletos, Djalma conquistou a admiração do técnico Adhemar Pimenta contratado para dirigir a seleção pernambucana no Campeonato Brasileiro de seleções de 1939. Djalma barrou os grandes favoritos à titularidade: Pedro, King e Vicente Lobão. Fundamental nas vitórias contra a Paraíba e Ceará na primeira fase, Djalma se machucou na goleada de 5 a 2 contra o Pará que decidiu o Campeão do Norte, ficando de fora da semifinal contra o Rio de Janeiro.


Sua fama já se espalhara pelo sul do país, graças as suas boas atuações, aos elogios de Pimenta e do árbitro Juca da Praia, juiz das pelejas disputadas em Recife contra paraibanos e cearenses. Botafogo, Fluminense, Flamengo e Vasco da Gama avançaram sobre o craque. 

Mas Djalma preferiu seguir os conselhos do pai e abandonou o futebol.

Aos 22 anos de idade. 


Categories:

3 comentários:

  1. Mestre Roberto, sem querer ser chato e já sendo, ainda faltam resultados de alguns desafios (o do jogador do Atlético-MG fazendo gesto de que "estão nos roubando", o do goleiro do Botafogo-RJ e o do Nunes x Mazaropi, o qual que dei outro palpite depois de sua dica). Quando tiver um tempinho, pode dar as respostas ? Não fique bravo comigo, sou ansioso assim mesmo. E confesso que estou meio enciumado, quando outros Mestres respondem, você prontamente diz se acertaram ou não, mas quando sou eu que respondo primeiro.... Bincadeirinha...., deve ser neura minha, estarei eu numa fase meio "Kieza" de ser ? Tem recebido meus emails ? Não gostou dos últimos materiais que tenho enviado ? Um feliz carnaval !

    ResponderExcluir
  2. Milhares de desculpas, Mestre!!! Esse ano estou na corda bamba entre consultório e Blog... Não recebi os últimos e-mails... a caixa postal do UOL me deixou na mão, pode reenviar?

    ResponderExcluir
  3. Fantástico, não conhecia nada da história do Djalma mesmo com sua breve passagem pelo futebol deixou o seu encanto.

    ResponderExcluir

Comentários