26 de fev. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA                  


A notícia chegou à prisão.

Acharam o culpado.

Olhares atravessados.

Ar rarefeito.

Manuel Maria pigarreou num canto e volta a dormir.

O telefone toca.

Eva atende.

Do outro lado da linha, o pedido.

Foi tudo sem querer.

Coisas da idade.

Vagando a curva terra, o mar profundo.

Longe da Pátria, longe da ventura.

O corpo é sepultado diante da multidão.

Suspira pela paz da sepultura.

Paz não há.

Há entrevista.

Não pode ser extraditado.

A emenda em cadeia nacional.

Importuna razão não me persiga.

Liberdade, onde estás?

Milhares sonham com o perdão.

Manuel Maria acorda.

Sorri aos companheiros de infortúnio no quadrado infecto.

Manuel que sentencia iroso.

Bocage quechua.

Que seja verdade a tal emenda.

Pois até no futebol.

A emenda pode sair pior que o soneto.



NOTA DO BLOG - E os caras não aprendem nunca!





0 comentários:

Postar um comentário

Comentários