6 de fev. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA



Era um menino levado.

O colégio Americano Batista que o diga.

Mas com a bola nos pés.

Prodígio.

Digno sucessor de Ademir e Vavá nos juvenis do Sport.

Distrito Federal.

Um mísero jogo no time principal da Ilha.

Almir olhava o Corcovado.

As mulheres e o Vasco da Gama.

Bellini foi ser seu padrinho.

Barbosa conversava sobre o Recife.

Almir negou a Copa de 58.

Preferiu a Cruz de Malta.

A pancadaria andava solta.

Tentaram quebrar Pelé.

Tentaram quebrar Almir.

Os meninos aprenderam a se defender.

Pelé quebrou meia dúzia.

Almir quebrou o Bangu, o Olaria e o Milan.

Mas Pelé tinha cara de bom moço.

Mineiramente.

Almir era pernambuquinho até a medula.

Não aceitava cara feia.

Possesso era pouco pra o Pelé Branco.

Bandido?

Herói?

Craque?

Delinquente?

Todo mundo tem uma definição para Almir.

Enquanto isso.

O Santos esquece que lhe deve um bicampeonato mundial.

A seleção?

Esquece que lhe deve uma surra nos uruguaios.

O futebol?

Finge desconhecer as denúncias de doping e maracutaias na sua biografia.

Como se Almir.

Fosse o menino mau.

Na imensa tribo de escoteiros do futebol pentacampeão do mundo...


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