Por ROBERTO VIEIRA
Era um menino levado.
O colégio Americano
Batista que o diga.
Mas com a bola nos pés.
Prodígio.
Digno sucessor de
Ademir e Vavá nos juvenis do Sport.
Distrito Federal.
Um mísero jogo no time
principal da Ilha.
Almir olhava o
Corcovado.
As mulheres e o Vasco
da Gama.
Bellini foi ser seu
padrinho.
Barbosa conversava
sobre o Recife.
Almir negou a Copa de
58.
Preferiu a Cruz de
Malta.
A pancadaria andava
solta.
Tentaram quebrar Pelé.
Tentaram quebrar Almir.
Os meninos aprenderam a
se defender.
Pelé quebrou meia
dúzia.
Almir quebrou o Bangu,
o Olaria e o Milan.
Mas Pelé tinha cara de
bom moço.
Mineiramente.
Almir era
pernambuquinho até a medula.
Não aceitava cara
feia.
Possesso era pouco pra
o Pelé Branco.
Bandido?
Herói?
Craque?
Delinquente?
Todo mundo tem uma
definição para Almir.
Enquanto isso.
O Santos esquece que
lhe deve um bicampeonato mundial.
A seleção?
Esquece que lhe deve
uma surra nos uruguaios.
O futebol?
Finge desconhecer as
denúncias de doping e maracutaias na sua biografia.
Como se Almir.
Fosse o menino mau.
Na imensa tribo de
escoteiros do futebol pentacampeão do mundo...

Sensacional homenagem ao Divino Delinquente!
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