A guerra tinha seu lado espirituoso. Os nordestinos, acostumados com a fome e sede no interior do Brasil, não deixaram de achar curiosa a ração fornecida pelos americanos.
Chocolate.
Biscoito, café e patê.
Frutas havaianas.
Cigarros ianques.
Não fossem as bombas rebentando lá fora, a vida seria um banquete pra quem estava acostumado aos rigores da realidade nacional.
Na península itálica, onde multidões se arrastavam sem ter o que comer, os soldados aliados eram privilegiados.
Uma foto porém, diz muito sobre a diferença entre fartura e felicidade.
Nela, nosso herói Rigoberto observa a câmera de prato na mão.
Hora da bóia.
Mãos feridas pelo rigor do inverno, seu olhar informa que a fome não mata.
Quem mata é a saudade e a guerra.

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