29 de jan. de 2013






A guerra tinha seu lado espirituoso. Os nordestinos, acostumados com a fome e sede no interior do Brasil, não deixaram de achar curiosa a ração fornecida pelos americanos.

Chocolate.

Biscoito, café e patê.

Frutas havaianas.

Cigarros ianques.

Não fossem as bombas rebentando lá fora, a vida seria um banquete pra quem estava acostumado aos rigores da realidade nacional.

Na península itálica, onde multidões se arrastavam sem ter o que comer, os soldados aliados eram privilegiados.

Uma foto porém, diz muito sobre a diferença entre fartura e felicidade.

Nela, nosso herói Rigoberto observa a câmera de prato na mão.

Hora da bóia.

Mãos feridas pelo rigor do inverno, seu olhar informa que a fome não mata.

Quem mata é a saudade e a guerra.




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