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| Felix Mourinho em Recife, 1972 |
Por ROBERTO VIEIRA
Aos nove anos de idade.
O garoto não desgruda
do rádio.
O pai iria jogar no
Brasil.
Em Recife.
Na última partida da
seleção portuguesa na primeira fase da Minicopa.
José se deslumbra.
Portugal bate a
Irlanda.
É o único jogo do pai
como goleiro titular da seleção.
Mas a lembrança não
sai da cabeça de José.
José que decide viver
do futebol.
Porto.
Chelsea.
Internazionale.
Real Madrid.
Títulos e honrarias
depois.
José chega aos 50 anos
em crise.
Sonhando com Felix,
barrou Casillas.
Comprou briga com os
merengues.
Tem pesadelos com o
Barcelona.
Ganhou tudo.
E não chegou a lugar
nenhum.
Loucura?
Pois é.
Tudo que Mourinho
queria ser.
Era Pep Guardiola...

Freud, mestre. Freudianamente perfeito!
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