31 de jan. de 2013








O paulista Bermudes já dava seus primeiros tirombaços no infantil do Carlos Gomes Foot-Ball Club no ano de 1906. Anos depois, em 1914, seu amigo Alexi, vulgo Turco, convidou o jovem craque para atuarem pelo Minas Gerais, clube da elite do Brás. Com o novo clube, Bermudes derrota o quadro da Villa Buarque, classificando-se para a primeira divisão do certame paulista onde obtém a quarta colocação em 1914.

A próxima parada foi no Internacional do Paraná em 1915, onde se sagrou campeão paranaense jogando de center-forward. As brigas do futebol paranaense levaram a criação de uma nova Liga em 1916. Bermudes se transfere para o Coritiba sendo novamente campeão. 

A unificação do futebol paranaense ocorreria em 1917, por intermédio do desportista Belfort Duarte. O Coritiba jogou um tira-teima contra o Britania, campeão da Liga rival, para decidir quem era o campeão de fato e de direito do Paraná, saindo-se vencedor o Coritiba com dois tentos de Bermudes.

Após breve passagem pelo Rio Grande do Sul, Bermudes é contratado pela A.A. Palmeiras em 1918. 

Neste mesmo ano, Bermudes chega ao Recife e deslumbra o público local com atuações magistrais, inclusive um 5x2 diante do Sport e o 10x0 contra o Náutico. 

Não demora, Bermudes é convidado pelo amigo Aprígio Braga a atuar no América.

Dono de chute colossal, digno de uma máquina de ferro, daí seu apelido de Maxambomba, antigos bondes que circulavam pelo Recife, Bermudes virou lenda no meio campo americano. 

Emprestado pelo clube, seguiu com a comitiva do Sport até Belém em 1919, sagrando-se Campeão do Norte pelo rubro-negro, feito repetido no ano seguinte pelo América.

Sinônimo de chute forte, raça e elegância na meia cancha, campeoníssimo por onde passou, Bermudes seria escalado em qualquer seleção pernambucana do início do século.   


Um comentário:

  1. Mestre,

    Continuo aguardando o seu livro da Seleção Pernambucana "A Cacareco", parceria do também Mestre Carlos Celso.

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Comentários