O
paulista Bermudes já dava seus primeiros tirombaços no infantil do
Carlos Gomes Foot-Ball Club no ano de 1906. Anos depois, em 1914, seu
amigo Alexi, vulgo Turco, convidou o jovem craque para atuarem pelo
Minas Gerais, clube da elite do Brás. Com o novo clube, Bermudes
derrota o quadro da Villa Buarque, classificando-se para a primeira
divisão do certame paulista onde obtém a quarta colocação em
1914.
A
próxima parada foi no Internacional do Paraná em 1915, onde se
sagrou campeão paranaense jogando de center-forward. As brigas do
futebol paranaense levaram a criação de uma nova Liga em 1916.
Bermudes se transfere para o Coritiba sendo novamente campeão.
A
unificação do futebol paranaense ocorreria em 1917, por intermédio
do desportista Belfort Duarte. O Coritiba jogou um tira-teima contra
o Britania, campeão da Liga rival, para decidir quem era o campeão
de fato e de direito do Paraná, saindo-se vencedor o Coritiba com
dois tentos de Bermudes.
Após
breve passagem pelo Rio Grande do Sul, Bermudes é contratado pela
A.A. Palmeiras em 1918.
Neste mesmo ano, Bermudes chega ao Recife e
deslumbra o público local com atuações magistrais, inclusive um
5x2 diante do Sport e o 10x0 contra o Náutico.
Não demora, Bermudes é convidado pelo amigo Aprígio Braga a atuar
no América.
Dono
de chute colossal, digno de uma máquina de ferro, daí seu apelido
de Maxambomba, antigos bondes que circulavam pelo Recife, Bermudes
virou lenda no meio campo americano.
Emprestado pelo clube, seguiu
com a comitiva do Sport até Belém em 1919, sagrando-se Campeão do
Norte pelo rubro-negro, feito repetido no ano seguinte pelo América.
Sinônimo
de chute forte, raça e elegância na meia cancha, campeoníssimo por
onde passou, Bermudes seria escalado em qualquer seleção
pernambucana do início do século.

Mestre,
ResponderExcluirContinuo aguardando o seu livro da Seleção Pernambucana "A Cacareco", parceria do também Mestre Carlos Celso.