O
América voltou a primeira divisão no dia 13 de janeiro de 2011,
contra o Sport Club do Recife na Ilha do Retiro. O time jogou de
igual para igual com o adversário – como nos anos 10 e 20 do
futebol pernambucano – mas não contava com a arbitragem calamitosa
de Cláudio Mercante. A derrota por 1x0 foi das maiores injustiças
do certame de 2011, pior, contribuiu para que o América virasse saco
de pancada do campeonato perdendo outras quatro partidas em seguida:
Porto, Santa Cruz, Central e Santa Cruz.
O
primeiro ponto veio apenas na sexta rodada – empate em 1x1 com a
Cabense. Mero refresco, a sequencia de derrotas prosseguiu diante do
Salgueiro, Central e Ypiranga. No dia 9 de fevereiro, fui assistir o
Clássico da Técnica e da Disciplina – Náutico x América – nos
Aflitos. Sob o comando do técnico Paulo Júnior, responsável pela
subida do clube a primeira divisão em 2010, o América jogou um
partidaço. Perdeu por 2x1, mas deixou no público dos Aflitos, a
nítida impressão de que não merecia a lanterna do estadual.
Tanto
que no dia 13 de fevereiro, o América venceu o Araripina por 2x1. A
primeira vitória na primeira divisão em 16 anos. O jogo seguinte
contra o Sport, no seu estádio em Paulista, registrou nova derrota
por 1x0. Mas o equilíbrio foi total.
Será
que o milagre poderia acontecer? Será que o América teria forças
para reverter o quadro de queda iminente?
De
forma impressionante, o América bateu uma das sensações do
campeonato, o Porto, dentro de Caruaru, por 1x0. A derrota para o
Central não tirou o foco da equipe; o alviverde vence Cabense e
Petrolina. O Salgueiro e o Santa Cruz revelaram-se barreiras
intransponíveis. O América estava num beco sem saída.
Faltavam
quatro rodadas e ele não pode mais perder. Talvez empatar um único
jogo.
O
América viajou até Vitória de Santo Antão e passou por cima do
rival direto ao descenso, o Acadêmica Vitória: 3x1. O empate
ocorreu contra o Ypiranga, em casa: 1x1. O próximo algoz era o Clube
Náutico Capibaribe, em Paulista. Ninguém apostava um vintém no
América. Ninguém, não! Alexandre Oliveira, Roma e seus
companheiros foram pra cima dos alvirrubros, virando um jogo
histórico. Quando soou o apito final, o América triunfara por 4x2.
O Náutico ficou zonzo, como nos tempos de Julinho e Oséas.
Ypiranga,
Cabense, Vitória e América podiam cair. Duas vagas rumo ao inferno.
Vitória e Cabense afundaram de mãos dadas. O Ypiranga respirou com
o apagar das luzes no empate contra o Santa Cruz – depois que a luz
voltou ninguém queria mais nada com a bola, todo mundo satisfeito
com a barra mansa. Lá no sertão, novamente longe de casa, o América
bateu o Araripina por 2x1.
O
Milagre da Estrada do Arraial se torna realidade. Além de fugir ao
rebaixamento, os esmeraldinos encerram sua participação em nono
lugar entre doze participantes. Nada tão brilhante, aparentemente,
mas a recuperação final acendeu trouxe luz no fim do túnel.
Agora,
muita gente pergunta: Quem segura o Mequinha?

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