30 de nov. de 2012







O América voltou a primeira divisão no dia 13 de janeiro de 2011, contra o Sport Club do Recife na Ilha do Retiro. O time jogou de igual para igual com o adversário – como nos anos 10 e 20 do futebol pernambucano – mas não contava com a arbitragem calamitosa de Cláudio Mercante. A derrota por 1x0 foi das maiores injustiças do certame de 2011, pior, contribuiu para que o América virasse saco de pancada do campeonato perdendo outras quatro partidas em seguida: Porto, Santa Cruz, Central e Santa Cruz.
O primeiro ponto veio apenas na sexta rodada – empate em 1x1 com a Cabense. Mero refresco, a sequencia de derrotas prosseguiu diante do Salgueiro, Central e Ypiranga. No dia 9 de fevereiro, fui assistir o Clássico da Técnica e da Disciplina – Náutico x América – nos Aflitos. Sob o comando do técnico Paulo Júnior, responsável pela subida do clube a primeira divisão em 2010, o América jogou um partidaço. Perdeu por 2x1, mas deixou no público dos Aflitos, a nítida impressão de que não merecia a lanterna do estadual.
Tanto que no dia 13 de fevereiro, o América venceu o Araripina por 2x1. A primeira vitória na primeira divisão em 16 anos. O jogo seguinte contra o Sport, no seu estádio em Paulista, registrou nova derrota por 1x0. Mas o equilíbrio foi total.
Será que o milagre poderia acontecer? Será que o América teria forças para reverter o quadro de queda iminente?

De forma impressionante, o América bateu uma das sensações do campeonato, o Porto, dentro de Caruaru, por 1x0. A derrota para o Central não tirou o foco da equipe; o alviverde vence Cabense e Petrolina. O Salgueiro e o Santa Cruz revelaram-se barreiras intransponíveis. O América estava num beco sem saída.
Faltavam quatro rodadas e ele não pode mais perder. Talvez empatar um único jogo.
O América viajou até Vitória de Santo Antão e passou por cima do rival direto ao descenso, o Acadêmica Vitória: 3x1. O empate ocorreu contra o Ypiranga, em casa: 1x1. O próximo algoz era o Clube Náutico Capibaribe, em Paulista. Ninguém apostava um vintém no América. Ninguém, não! Alexandre Oliveira, Roma e seus companheiros foram pra cima dos alvirrubros, virando um jogo histórico. Quando soou o apito final, o América triunfara por 4x2. O Náutico ficou zonzo, como nos tempos de Julinho e Oséas.
Ypiranga, Cabense, Vitória e América podiam cair. Duas vagas rumo ao inferno. Vitória e Cabense afundaram de mãos dadas. O Ypiranga respirou com o apagar das luzes no empate contra o Santa Cruz – depois que a luz voltou ninguém queria mais nada com a bola, todo mundo satisfeito com a barra mansa. Lá no sertão, novamente longe de casa, o América bateu o Araripina por 2x1.
O Milagre da Estrada do Arraial se torna realidade. Além de fugir ao rebaixamento, os esmeraldinos encerram sua participação em nono lugar entre doze participantes. Nada tão brilhante, aparentemente, mas a recuperação final acendeu trouxe luz no fim do túnel. 
 
Agora, muita gente pergunta: Quem segura o Mequinha?     




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