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| DJALMA, O PAREDÃO |
O
Santa Cruz era tricampeão pernambucano. Time de estrelas. O goleiro
Dadá fechando o arco, o futuro árbitro Sherloque espanando tudo na
zaga, o talento de Jaime no meio campo, os gols de Tará e a
habilidade de Sidinho no ataque. De quebra, havia o Tramways,
definitivamente ingressando no profissionalismo, com Bermudes atuando
de center-half.
Já
o América vendera o campo da Jaqueira para o Tramways, apostando
numa mudança de sede que se revelaria desastrosa. Tudo por causa de
alguns trocados. A torcida e os jogadores estavam se sentindo
sem-teto naquele 1936 – logo eles que tinham tudo de bom no
passado. A diretoria achou pouco e mandou o segundo time a campo no
Torneio Início. Mas quem tinha Djalma no gol, Alemão na zaga, Lula
e Seixas no ataque, sempre tem direito a sonhar.
De
saída,o América bateu o poderoso Tramways por 1 a 0. A sorte
apontou América e Sport como segundo jogo. O América largou na
frente com um córner. O Sport empatou. Tensão no ar. A zaga
rubro-negra acorda com um rush irresistível de Lula que estufa as
redes rubro negras: América 1 a 0.
O
Santa Cruz marcha célere rumo ao título. Desclassifica o Íris e
detona o Flamengo. Tará , célebre artilheiro tricolor, acha graça
na final contra o América - até começar o jogo. Naquela que foi a
partida mais eletrizante da história do Torneio Início, o tempo
normal termina empatado em 2x2. O América leva a taça pra casa com
a vantagem de um córner na prorrogação.
Durante
muito tempo, a garotada repetia nas ruas do Recife o nome dos heróis
daquela tarde: Djalma; Abelardo e Alemão; Casado, Enedino e Vadinho;
Lula, Seixas, Vavá, Aloísio e Wilson.
Um
time reserva dos sonhos, com destaque para o excepcional arqueiro Djalma Christiano Gomes que se consagraria na defesa do Náutico, campeão estadual em 1939 e da seleção pernambucana sob o comando do técnico Adhemar Pimenta.

Caro Roberto, teria a escalação do Santa dessa final? Grato!
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