13 de out. de 2012





Por ROBERTO VIEIRA        




Pra saber se alguém escreve boa literatura ou lixo.

Basta fazer o que se faz com um bom vinho tinto:

aguardar o julgamento do tempo.

Neste final de semana peguei 'O Diário da Corte' do Paulo Francis pra ler.

Ou melhor, reler, pois grande parte do material li na época.

É até embaraçoso pois o autor se achava o máximo.

O tampa de crush.

Mas não era.

Era apenas pernóstico, racista e polêmico.

Polêmico como aqueles polêmicos abstratos do século XIX e XX.

Brigando por nada, sobre nada e para nada.

Paulo Francis envelheceu.

Envelheceu ao ponto de se tornar risível.

Um polemista que errou na dose e errou no país.

Deveria ter nascido americano.

Mas... e sempre existe um mais.

O texto 'Nelson Nunca Foi um Intelectual!' se salva.

Mostrando o quanto Paulo Francis podia escrever.

Quando não se importava com a cor da pele dos garçons.





Um comentário:

  1. Li as crônicas, uma a uma, do "Diário da Corte" nas páginas da Ilustrada de a Folha de São Paulo das quintas-feiras compradas somente pra isso. Depois, li e reli mais de uma vez, encadernadas na edição do livro que comprei e nem sei mais por onde anda (se soubesse, ia ler outra vez!). Devo muito a Paulo Francis. Com ele aprendi a pensar melhor o mundo e a escrever o que pensava como se estivesse conversando com o leitor. Por onde anda meu "Diário da Corte"?

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